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Sindicalista explica motivos da greve dos funcionários dos Correios

Da Redação. Publicado em 18 de agosto de 2020 às 16:36.

Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Os funcionários dos Correios decidiram entrar em greve nesta segunda-feira, 17. A paralisação ainda não tem um prazo estabelecido para ter um fim.

A mobilização a nível nacional também atingiu o estado da Paraíba, que iniciou a paralisação nesta terça-feira (18). A greve tem como reivindicação a manutenção do dissídio coletivo.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos na Paraíba (Sintect/PB), Tony Sérgio, comentou o assunto durante entrevista à CBN FM.

De acordo com ele, a decisão surgiu da quebra de acordos que impactam, inclusive, o plano de saúde dos funcionários da estatal.

“A empresa aumentou a coparticipação nossa, que era de 30%, para 50%. A gente tem que deixar bem claro que o nosso plano de saúde é pago pelo próprio trabalhador, descontado no contracheque, não tem inadimplência, e também a retirada dos pais e mães do plano de saúde”, disse.

O aumento na coparticipação deixou o serviço caro e muitos trabalhadores, cerca de 30%, não tiveram mais como o manter, segundo Tony.

– Com a saída dos pais e mães [do plano], com essa saída do pessoal e o aumento da coparticipação, a empresa economizou R$889 milhões com a saúde dos trabalhadores. Ou seja, foram retirados direitos dos trabalhadores – ponderou, pontuando que outras cláusulas do acordo foram rompidas, resultando na retirada de direitos históricos de mais de 30 anos.

Por fim, o sindicalista ressaltou que, com todas essas negativas, os funcionários devem ganhar menos de um salário mínimo a partir do mês que vem, sem contar com os descontos no contracheque.

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