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Médica do ISEA relata assédio moral e agressões verbais por parte de colega de profissão

Da Redação. Publicado em 4 de agosto de 2020 às 16:07.

Foto: Ascom - Arquivo

Foto: Ascom – Arquivo

A médica do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) de Campina Grande, Melânia Amorim, gravou um vídeo nas redes sociais para denunciar o ataque de um colega de profissão às médicas e enfermeiras plantonistas neste final de semana.

Ela ressaltou que as agressões verbais e o assédio moral são frequentes há muitos anos e que, por mais que ocorressem também com profissionais do sexo masculino, com as plantonistas mulheres a situação é mais frequente e mais desrespeitosa.

Ela ressaltou que está assessorada por advogados e que já foi solicitada providências ao CRM e à direção da maternidade.

Confira na íntegra a fala da médica:

“Nós médicas do ISEA estamos vindo a público para denunciar as graves agressões verbais, o assédio moral de que fomos vítimas nesta última madrugada, por uma pessoa que não posso considerar médico, vou dizer uma pessoa que tem CRM e que, na verdade, há muitos anos vem se comportando de uma forma extremamente agressiva com mulheres, com esse tipo de assédio moral, agressões verbais, comentários gordofóbicos. Uma pessoa que manifesta sua má vontade com o trabalho e falta de compromisso com o ISEA, que sempre se recusa, principalmente de madrugada, a comparecer para os procedimentos para os quais é requisitado, e que, quando os plantonistas são homens, ele até discute, mas ele se comporta de uma forma, digamos assim, mais cordial.

Mas, quando somos nós mulheres que estamos no plantão, ele realmente nos ataca e, praticamente, todas temos relatos desse tipo de agressão e, chega! Na última madrugada, isso chegou a uma proporção inconcebível, quando essa pessoa afirmou que todas as médicas do ISEA seriam […] e que estariam tentando transformar o ISEA em um grande […] e saiu aos gritos ofendendo todas as médicas. E, quando nós, manifestamos o nosso repúdio e indignação diante de tal conduta, e comunicamos a nossa intenção de fazer todos os procedimentos que estamos conduzindo, como boletim de ocorrência, abaixo assinado, comunicação à direção do hospital, encaminhamento ao CRM, essa pessoa passou o dia nas dependências do ISEA com mais agressões verbais, inclusive dizendo que eu seria uma louca e ameaçando me processar.

Eu devo dizer ao senhor, que eu não citei nomes em nenhum momento, nos meus pronunciamentos nas redes sociais e, se o senhor vestiu a carapuça, é porque o senhor está gerando provas contra si mesmo. Eu não tenho medo de homem, eu não tenho medo de cara feia. E eu não disse uma única palavra que eu não estivesse sendo assessorada por minha equipe competente de advogados. E, chega! A gente não vai mais tolerar isso. Foram anos e anos em que muitas e muitas mulheres foram vítimas de suas agressões e a gente sabe a que nível elas chegaram. Estamos agora todas unidas e chega de assédio, somos todas médicas, merecemos respeito. Somos todas médicas do ISEA e, mexeu com uma, mexeu com todas. Contra qualquer forma de assédio”.

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