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A compulsão alimentar se tornou mais frequente na pandemia; Veja como evitar

Da Redação. Publicado em 5 de agosto de 2020 às 17:07.

Foto: Reprodução/Internet [ilustrativa]

Foto: Reprodução/Internet [ilustrativa]

O isolamento social, iniciado devido a pandemia de coronavírus, modificou a rotina das pessoas.

Com isso, alguns hábitos não tão indicados estão ocorrendo com mais frequência, a exemplo da compulsão alimentar.

A especialista em nutrição clínica Jéssica Rayane esclareceu o assunto durante entrevista à Rádio CBN.

De acordo com ela, a compulsão alimentar se caracteriza de forma geral por duas situações: a primeira, sinalizada pela ingestão de uma grande quantidade de alimento em um curto período de tempo, e a segunda, sinalizada quando o indivíduo tem a sensação de perda de controle, não consegue parar de comer, ou acaba sempre comendo muito mais do que ele queria.

A especialista explicou que há diferença entre a vontade de comer e a compulsão, inclusive na forma que isso impacta o organismo humano.

A fome, por exemplo, pode ser dividida em quatro categorias:

– A fome fisiológica, que é a básica do organismo, aquela habitual;

– A fome social, como exemplo estar em um aniversário, ter vontade de comer um salgado, um brigadeiro, mas por estar ali naquele ambiente, naquele momento social;

– A fome específica, que é quando se tem vontade de comer um determinado alimento. Não é uma fome imediata;

– A fome emocional, que está relacionada a compulsão, quando a pessoa tem a necessidade urgente de comer algo em grande quantidade.

Jéssica ressaltou que a fome emocional é a que devemos nos atentar. Ela pode iniciar pelas mais devidas ocorrências, desde problemas emocionais, tensão pré-menstrual (TPM), até mesmo uma restrição alimentar severa sem acompanhamento.

Outro ponto destacado por ela, é que muitas vezes essa compulsão resulta e é resultada pelo alto consumo de alimentos a base de carboidratos refinados, farináceos, dentre outros.

“Vale deixar bem claro que esses alimentos possuem uma taxa glicêmica muito alta, ou seja, eles se transformam rapidamente em açúcar no nosso organismo, e quando eu estou falando de açúcar não estou me referindo apenas aquele açúcar de mesa, aquele que a gente coloca no café, mas sim esse tipo de carboidratos”, completou.

Por fim, Jéssica pontuou que apesar de existir necessidades gerais, a avaliação nutricional é individualizada, logo, é necessário o acompanhamento especializado.

No entanto, a especialista em nutrição indicou algumas estratégias que podem minimizar essa condição.

– A primeira é evitar ao máximo os alimentos ricos em açúcar, os ultraprocessados, que além do alto teor de açúcar também possuem realçadores de sabor químicos, que contribuem para compulsão;

– Em segundo trocar o açúcar por adoçantes naturais;

– Em terceiro: consumir alguns tipos de chá, observando sempre, é claro, a condição de cada pessoa.

– Em quarto: não fazer restrições severas de alimentos, porque pode ocasionar o famoso efeito reboot;

Além disso, Jéssica citou também buscar ocupações, uma vez que momentos ociosos podem aumentar a vontade de comer compulsivamente, e, não menos importante, não comprar os alimentos que devem ser evitados.

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