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Vigilância Ambiental reforça importância do combate ao Aedes em João Pessoa

Da Redação com Secom/JP. Publicado em 4 de julho de 2020 às 11:57.

Aedes aegypti é o mosquito transmissor de doenças como a dengue, a zika, a chikungunya e a febre amarela. Para impedir sua proliferação no período de chuvas, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Gerência de Vigilância Ambiental e Zoonoses (GVAZ), reforça a importância de manutenção dos cuidados em evitar focos do mosquito com o acúmulo de água, durante o isolamento social ocasionado pela pandemia do coronavírus.

“A reprodução e proliferação do mosquito Aedes aegypti não para. Como as pessoas estão mais tempo em casa por causa do isolamento social, precisamos redobrar os cuidados com esse vetor para evitar adoecimentos por várias doenças que são transmitidas por ele”, explica Nilton Guedes, gerente de Vigilância Ambiental e Zoonoses da SMS.

Aedes aegypti prefere o ambiente úmido para colocar seus ovos, que podem sobreviver até 450 dias nesse local. Bastam alguns milímetros de água para eles eclodirem e, em uma semana, transformarem-se em mosquitos adultos. O ciclo de vida do mosquito é de 35 dias, mas o número de pessoas que ele pode infectar é ilimitado.

“A melhor forma de se evitar a dengue e demais doenças transmitidas pelo mosquito é combater os focos, eliminando o acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, garrafas, caixas d’água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras”, explica Nilton Guedes.

Foto: Secom/JP

Foto: Secom/JP

Orientações – O Gerente da GVAZ da SMS dá dicas de como a população pode contribuir no combate contínuo ao mosquito:

“É importante que as pessoas procurem averiguar seus quintais e verificar tudo o que, por ventura, possa acumular água, seja um saco plástico, um descartável e tantos outros pontos que podem juntar água e virar foco do mosquito. Também é importantíssimo verificar as calhas ou qualquer depósito em cima das casas que possa acumular água”, orienta o gerente da Vigilância Ambiental e Zoonoses.

Nilton Guedes ainda chama atenção para os ralos que estejam fora de uso.

“O ideal é revestir o ralo com um plástico, fechando-o completamente, pois mesmo que exista larva lá, ela pode até emergir, mas não consegue sair, extinguindo assim o foco. Além disso, orientamos que as caixas d’água sejam cobertas com aquelas telas protetoras, que costumamos colocar nas janelas, protegendo inclusive, aquele cano de escape, conhecido também como cano ladrão, que existe para que a água não transborde”, complementou o gerente.

Embora algumas pessoas acreditem que apenas em casas com jardim e quintal podem ter focos do Aedes aegypti, dentro dos apartamentos também existem lugares que podem acumular água e se tornar criadouros, como potes de água para animais, floreiras em varandas, reservatório de água para pássaros, dependência de empregada pouco utilizada (pia e vasos sanitários), área de serviço (atrás da máquina de lavar roupa), aparador de água de filtros de parede, hortas e vasos nas janelas e sacadas.

Nas áreas comuns dos condomínios residenciais podem ser focos: piscinas e hidromassagem sem cobertura, churrasqueiras, play, floreiras, lava pés de piscinas, bromélias em jardins, instalações de salão de festas, banheiros e copa.

Sintomas – Os sintomas do zika vírus são de febre baixa ou ausência de febre, manchas pelo corpo, dores nas articulações, edemas (inchaço) nas articulações, principalmente mãos, e coceira um ou dois dias após início dos primeiros sintomas. Ainda pode aparecer vermelhidão nos olhos, sem coceira ou ardor.

Com relação à dengue, os sintomas são de febre, dores musculares por todo o corpo e sensação de prostração. Na chikungunya, há febre alta (geralmente maior que 38ºC), dores e edemas nas articulações.

Atendimento – Quem apresentar os sintomas de uma das doenças deve procurar sua Unidade de Saúde da Família. Em casos mais graves de dengue, em que há dor abdominal intensa e contínua, é preciso buscar assistência em uma porta de urgência.

Nesse momento de pandemia, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são exclusivas para casos de síndrome gripal e Covid-19, mas a população continua sendo assistida em hospitais credenciados como São Vicente, Nova Esperança e Edson Ramalho, além do prontoatendimento do Ortotrauma, em Mangabeira.

Participação Popular – Quem souber de localidades com possíveis focos do Aedes aegypti, pode denunciar por meio dos telefones 0800-282-7959 ou 3214-5718. Os usuários também podem fazer a denúncia através do email [email protected].

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