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Reitoria e docentes da UEPB divergem sobre aulas remotas

Da Redação. Publicado em 4 de julho de 2020 às 9:14.

Foto: Ascom

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A presidente da Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Paraíba (Aduepb), Mauriene Freitas, revelou em entrevista concedida à rádio Campina FM, neste sábado, que a frente é contra as aulas remotas, programadas para terem início no mês de agosto, como confirmou em entrevista à mesma emissora o reitor da UEPB, Antônio Guedes Rangel Júnior.

Mesmo concordando com a forma em que a retomada foi decidida, democraticamente após mais de 22 horas de reuniões online, a presidente não recuou de seu posicionamento.

– Nós somos contra por diversos motivos que aqui mesmo nós já falamos, como por exemplo, a inviabilidade do acesso à essas atividades por parte de alunos que não possuem sinal de internet. Mas a universidade vai experimentar essa modalidade de ensino e daqui para frente é com eles. Qualquer que seja o resultado dessas aulas, a responsabilidade será toda da gestão da universidade -, pontuou.

Apesar de contrária a decisão, Mauriene garantiu que uma vez aprovadas as aulas remotas, os professores vão cumprir com suas obrigações e com a normativa da universidade.

Corroborando ainda mais essa sua última fala, a presidente descartou totalmente a possibilidade de uma greve dos professores.

– No momento não. Até porque para se ter uma greve ela tem que ser decidida em assembléia e isso não está previsto e nem há sinalização disso por parte da nossa representação. Vai ser respeitada a decisão da maioria dos colegas da instituição -, relatou.

Vale lembrar que nós trouxemos aqui uma fala do reitor Rangel Júnior sobre a universidade custear os planos de internet dos alunos que não possuem uma conexão para ter acesso às aulas de forma remota.

Dentro dessa lógica, também em entrevista concedida á rádio Campina FM esta semana, o professor e pesquisador da UEPB, Juracy Lucena, destacou que um estudo realizado por ele apontou um alto valor de economia para os cofres da instituição devido a paralisação das atividades da universidade devido a pandemia.

– Nós não estamos consumindo água, energia elétrica, serviços de telefone e outros insumos, então isso gerou uma economia da ordem de R$ 5 milhões nesses três meses. Ou seja, esse valor pode perfeitamente ser aplicado nessa assistência estudantil a esses alunos que não possuem acesso a internet e que universidade tem se prontificado a custear -, afirmou.

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