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Ex-funcionário do Trauma de CG denuncia tentativa de fraude; diretor responde

Da Redação*. Publicado em 15 de julho de 2020 às 11:21.

Paraíba Online • Ex-funcionário do Trauma de CG denuncia tentativa de fraude; diretor responde

Foto: Ascom

José Romero Rodrigues, ex-supervisor administrativo do Hospital de Trauma de Campina Grande Dom Luiz Gonzaga Fernandes, fez uma denúncia que repercutiu nas redes sociais essa semana, dando conta de que após a morte da sua avó, de 99 anos, ocorrida após uma queda e fraturação femoral, o hospital emitiu laudo de que o falecimento tinha ocorrido por contaminação pelo coronavírus.

Ele contou ainda que foi surpreendido com o pedido de assinatura do obituário dando conta desta causa morte, na hora da retirada do corpo, e não teria assinado, pois, de acordo com ele, seria falsificação de documento.

Ouvido pela Rádio Campina FM, o diretor técnico do Trauma, Gilney Porto, explicou que por duas vezes a idosa esteve no hospital, a primeira no dia 25 de junho, quando apresentava sintomas de Covid-19. Na ocasião, teria feito o teste e dado negativo, mas estava isolada na ala para este tipo de tratamento. Após dois dias internada, teve alta.

A segunda entrada dela teria ocorrido no dia 2 de julho, com uma fratura no fêmur ocasionada na sua própria casa.

– Devido à questão de já ter sido internada na ala para Covid, ela foi internada no mesmo lugar, testada e o resultado deu negativo novamente para o coronavírus. Infelizmente a paciente foi a óbito e, por estar na ala Covid, no encaminhamento para o IML, já que foi um trauma, foi colocado suspeita de coronavírus, porque a paciente tinha quadro clínico e um exame de imagem suspeito. O ato que o médico fez foi o procedimento correto. No atestado de óbito foi colocado: morte por fratura de fêmur e não por Covid – respondeu.

Gilney ressaltou que a idosa não entrou em estatística da gripe, mas sim na de fratura de fêmur.

Ainda de acordo com o diretor, o protocolo para casos suspeitos da Covid é este, pois como houve suspeita e ela ficou internada na ala destinada, foi necessário para não causar contaminação em outros pacientes ou profissionais.

O procedimento, segundo o diretor, foi adequado, assim como liberação para o IML, já que havia uma fratura. “É apenas um cuidado a mais que temos com a sociedade para não haver contaminação dos outros casos dentro do hospital. O corpo pôde ser velado e sepultado”.

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