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STTP detalha reunião que resultou no retorno da circulação de ônibus em Campina

Da Redação*. Publicado em 5 de junho de 2020 às 12:03.

Foto: Codecom/CG

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O superintendente da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos de Campina Grande (STTP), Félix Neto, afirmou que o número de passageiros do transporte urbano da cidade caiu de forma vertiginosa após o início da pandemia.

Ele considerou, durante entrevista à Rádio Caturité FM, que a decisão de paralisação total da frota nessa quinta-feira (4) foi radical e disse que a Superintendência se colocou inteiramente contra a atitude, apesar de entender o caráter de protesto.

– Isso preocupou bastante o prefeito Romero, preocupou também toda a equipe da STTP, mas ao longo do dia, marcamos uma reunião com o conselho, fizemos reuniões com a equipe técnica também, e foi possível, durante a reunião com o Conselho contar com a presença de várias entidades. A média de passageiros por dia que eles tinham era de aproximadamente 100 mil passageiros. Esse número caiu depois da pandemia para aproximadamente 14 mil, depois subiu para 22 mil, e dessas 22 mil pessoas nós temos, no transporte público da cidade, apenas 13 mil pagantes – frisou.

Segundo Félix, na ocasião, o prefeito Romero Rodrigues (PSD) apelou para que a população de Campina Grande não ficasse sem ônibus. Ele relatou que, mediante diálogo e bom senso, foi possível garantir o funcionamento de 30% da frota a partir desta sexta-feira, 5.

– A reunião foi tensa. Eles colocaram questões relativas ao setor de transporte, com o seus argumentos. A gente compreende a dificuldade, mas não aceita a paralisação completa dos ônibus. Foi uma reunião que começou difícil, mas graças a Deus, mediante diálogo, bom senso, espírito público, grandeza, estou falando de todos, dos conselheiros e também do pessoal do Sitrans – pontuou.

Félix explicou que a frota que está atuando a partir desta sexta tem o mesmo quantitativo de antes da paralisação. Ele ainda frisou que a categoria dos transportes públicos está reivindicando a antecipação da entrega de vales-transportes e citou que o estudo será feito com a Secretaria de Finanças.

Além disso, Félix ainda disse que a categoria pede a revisão de algumas linhas que estariam sobrepostas e não têm capacidade suficiente de passageiros.

– Esse quadro de dificuldade aqui do transporte público de Campina Grande não é diferente de João Pessoa, de Natal, de nenhuma outra cidade do Brasil. Então Campina Grande está inserida nesse contexto de crise e, infelizmente, também afeta o transporte público. Campina Grande tem tido gestos com o transporte público. Para não perder o transporte público, Campina Grande praticamente retirou o ISS das empresas de ônibus, para manutenção da frota, para a existência e sobrevivência do transporte público na cidade – ponderou.

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