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Senador critica valor de acordo entre PMCG e Cagepa e questiona rapidez de decisão

Da Redação*. Publicado em 11 de junho de 2020 às 11:03.

Foto: Ascom

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O senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB) não discordou da atuação da Prefeitura de Campina Grande em manter a concessão para a exploração da Cagepa aos serviços de água e esgotos no município, pelos próximos 30 anos, mas questionou a motivação que tenha levado o prefeito Romero Rodrigues (PSD) a realizar o novo contrato a um valor, considerado por Veneziano, até 2,5 vezes menor, do que realmente valeria.

A informação foi concedida na tarde dessa quarta-feira, 10, à Rádio Campina FM.

Questionado se o senador se surpreendeu pelo ato do prefeito campinense em renovar o contrato, já que houve tentativas de realização de licitação e outros trâmites, além de acordos que teriam sido quebrados pela Cagepa, Veneziano disse que nada que venha de Romero o surpreende e, segundo ele, a urgência em renovar o contrato com o órgão estadual seria a necessidade de o município em ter acesso ao dinheiro.

– Há um ano ele (Romero Rodrigues) falava mal da Cagepa e desmerecia a qualidade dos serviços prestados. Quando lançou mão da licitação, sabia também que ela não iria adiante, porque todos sabem que o próprio marco regulatório de saneamento ainda está sendo discutido pelo Senado. Então, a probabilidade daquele processo licitatório ter ido adiante era, penso eu, razoavelmente pequeno, mas serviria como estímulo para que a Cagepa, que precisa, obviamente, de Campina Grande, estabelecesse acordo – disse.

Veneziano opinou ainda que o acordo poderia ter sido celebrado por valores até duas vezes e meia maior do que realmente ficou definido, R$ 45 milhões.

– Fica claro o interesse da Prefeitura em pegar neste dinheiro. Para fazer o quê? Aí caberá à população de Campina acompanhar e exigir. Não fazer frente aos milhões de partido que têm, aos débitos e mais débitos que têm, e também outras ações que possam, nesse período pré-eleitoral, servir aos interesses do prefeito – criticou.

Continuou ele: “Então a realidade é essa. Nós vemos um interesse por trás, claramente evidenciado, por parte do prefeito, que era para acertar o mais rapidamente esses valores, do que a possibilidade de um outro acordo que poderia ser algo em torno de R$ 100 milhões a R$ 120 milhões, o que seria muito melhor para Campina Grande. Mas essa sanha, de querer acessar esses recursos, era muito maior até pelo fato de nós estarmos iniciando o segundo semestre com o período eleitoral”, falou.

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