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Pessoas de alto poder aquisitivo da PB receberam auxílio emergencial, diz CGU

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 29 de junho de 2020 às 20:22.

Foto: Ascom

Foto: Ascom

Paraibanos com alto poder aquisitivos foram detectados na segunda fase de fiscalização do recebimento indevido do auxílio emergencial realizada pela Controladoria Regional da União no Estado. O prejuízo causado por essas pessoas já ultrapassa a casa de R$ 1,2 milhão.

Muito embora, o benefício do governo federal tenha sido destinado somente a trabalhadores informais, microempreendedores individuais , autônomos e desempregados, e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do Coronavírus, muita gente tem conseguido receber  as três parcelas de R$ 600,00.

Conforme o superintende da CGU/PB, Severino Queiroz, além dos 25 mil servidores públicos do Estado já verificados que receberam indevidamente o benefício, desta vez receberam também, 539 sócios de empresas, 1.096 pessoas que possuem carros de alto padrão (hilux, corola) , 107 pessoas que possuem embarcações (Jet Sky, lanchas, veleiros) e ainda 170 paraibanos residentes fora do país.

 “Nós vamos investigar cada uma dessas pessoas que receberam indevidamente o auxílio emergencial. São pessoas que não se enquadram nos requisitos desse benefício por possuírem padrão de vida considerável, ou seja, muito elevado e o auxílio é para pessoas carentes, que estão passando por necessidades”,ressaltou.

 Severino Queiroz apelou para que essas pessoas, em torno de quase 2 mil, devolvam os valores recebidos. “Se nós consideramos que 1.912 pessoas tenham recebido simplesmente o R$ 600, dá quase R$ 1,2 milhão só nessa segunda etapa do cruzamento de dados, ou seja, são valores que podem ser revestidos para pessoas que precisam do auxílio emergencial”, explicou.

O superintende alertou ainda que essas pessoas podem responder a processos na justiça por crime de falsidade ideológica. “Por isso solicitamos que elas efetivem a devolução porque nós vamos fazer dentro do prazo de 30 dias, o levantamento de quem não devolveu e a lista será enviada para o Ministério Público Federal  e Polícia federal para que adotem as providências cabíveis contra elas”, concluiu Queiroz.

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