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MPPB abre investigação sobre invasão registrada em Hospital de Campanha 

Da Redação. Publicado em 16 de junho de 2020 às 17:49.

Foto: Paraibaonline

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Uma investigação foi aberta pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), por indicações da Procuradoria Geral da República, contra o deputado estadual Cabo Gilberto (PSL).

O parlamentar é suspeito de invadir o Hospital de Campanha, destinado ao atendimento de pacientes com covid-19, em Santa Rita, no dia 3 de maio.

Questionado sobre o assunto, o deputado respondeu à Rádio CBN que “podem abrir mil investigações, pois ele não será intimidado”, uma vez que, “o ato segue a premissa estabelecida na Constituição Brasileira de que membros do Poder Legislativo devem fiscalizar ações do Poder Executivo”.

“Eu fiz o nosso papel como parlamentar, vou continuar fazendo, independente de apuração de MP [Ministério Público], de decisão da Justiça, porque a Constituição Federal está acima de todas as autoridades e nela é bastante claro que o parlamentar tem a obrigação de fiscalizar o Executivo”, completou.

A ação do deputado é similar ao pedido realizado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em uma live realizada recentemente nas redes sociais, onde o político sugeriu que seus apoiadores entrem em hospitais para “fiscalizar”.

O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), também se posicionou sobre o assunto, durante um pronunciamento veiculado em uma emissora de rádio local.

O chefe do Executivo paraibano pontuou que é um absurdo ouvir um conselho indicando que as pessoas invadam hospitais, principalmente os destinados ao atendimento de pacientes com covid-19.

O gestor ainda lamentou o caso registrado no Estado, relacionado a atitude do deputado Cabo Gilberto, e disse que qualquer cidadão, parlamentar, ou quem quer que seja, pode receber informações sobre o número de ocupação de leitos, dentre outros assuntos, bastando solicitar à Secretaria Estadual de Saúde.

Por fim, Azevêdo ponderou que há uma tentativa de responsabilizar governadores e prefeitos sobre os malefícios causados pela pandemia, desmerecendo, inclusive, medidas como o distanciamento social, indicada pelos profissionais de saúde como o principal método de prevenção no avanço do coronavírus.

“Não será dessa forma que nós vamos vencer a pandemia, não será colocando no colo dos governadores e prefeitos a responsabilidade por mortes que tenham ocorrido na pandemia. O desemprego foi gerado pela pandemia, e não pelo isolamento, é uma inversão clara, uma tentativa de alguns de dizer que se há desemprego é por causa do isolamento. Houve isolamento porque teve uma pandemia, e as pessoas estão morrendo dessa doença [covid-19], e se não tivesse tido o isolamento muito mais vidas estariam perdidas”, finalizou.

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