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Dom Dulcênio: “Os bispos são homens que vivem horas solitárias”

Da Redação com Pascom. Publicado em 17 de junho de 2020 às 19:20.

Foto: Pascom/CG

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Nesta terça-feira (16) à noite, Dom Dulcênio Fontes de Matos presidiu a Missa que marcou a Ação de Graças pelos seus 19 anos de vida episcopal, realizada na capela do Seminário Diocesano São João Maria Vianney, que fica situado no bairro do Alto Branco.

Concelebraram este momento, o vigário geral da Diocese, padre Luciano Guedes, bem como o padre Leandro Márcio (reitor do Seminário), padre Adauto (diretor espiritual do Seminário) e o padre Evanilson (ecônomo da Diocese).

A Missa foi realizada a portas fechadas e transmitida pelo Facebook da Diocese, pelo Instagram e canal no YouTube do Seminário.

Na homilia, Dom Dulcênio começou agradecendo a Deus por todas graças derramadas em seu favor, reconheceu que não basta fazer o bem, mas é preciso imbuir-se da caridade cristã para servir da melhor forma possível:

“Para mim, não será suficiente fazer o bem. Como cristão, como bispo, deverei manter-me em revisão, para verificar se estou fazendo melhor o bem que realizo. Isto quer dizer que devo tender à perfeição, ou seja, não contentar-me com o bem feito, mas fazer o maior bem é fazê-lo melhor”, assinalou o celebrante.

Aproveitando tal momento de gratidão e festejo por sua vida episcopal, o bispo de Campina Grande se pôs a falar sobre o pastoreio e a missão dos bispos como um todo, fazendo valer em suas palavras as inúmeras atribuições que um sucessor dos apóstolos dispõe:

“Há uma legítima curiosidade, da parte dos fiéis, dos sacerdotes e até dos não-crentes, de conhecer os bispos. Na verdade, não há nada a esconder na vida simples e até austera dos bispos, sobrecarregada de trabalho, de responsabilidade e de preocupações, por vezes de incompreensões. Os bispos são homens que vivem horas solitárias, praticando sua oração pessoal, liturgia das horas, missa, correspondências, audiências a ricos e pobres; um punhado de problemas a resolver, manter o diálogo com seus colaboradores. As saídas, em visita à diocese, visitas pastorais, visita aos doentes… Todo o dia vivido na presença de Deus: oração ativa e vital”, discorreu Dom Dulcênio.

Foto: Pascom/CG

Foto: Pascom/CG

Contemplar a figura do epíscopo é também entender a sucessão apostólica e a sua ligação direta a Jesus Cristo. Nesse sentido, Dom Dulcênio explicou a importância do bispo para a Igreja:

“Eles se encontram ligados a Jesus através da sucessão apostólica. Jesus mesmo os constituiu e, quando são sagrados, Jesus vive e age por meio deles. Os bispos são homens escolhidos por Deus para ensinar, pregando o Evangelho; para transmitir com zelo a revelação a todas as nações; para santificar pela graça dos sacramentos, especialmente pelo Sacrifício Eucarístico e para reger, pastoreando os fiéis do rebanho de Cristo pelo caminho dos Mandamentos e dos preceitos da Igreja. Se alguém desobedece ao seu pastor que o conduz, contraria a Deus”, verbalizou.

Dom Dulcênio concluiu sua homilia pedindo que todos rezassem pelos bispos, e ainda lembrou do falecimento de Dom Valério Breda, até então bispo de Penedo-AL, que fez sua Páscoa nesta terça-feira (16).

Dom Dulcênio Fontes de Matos nasceu no dia 19 de outubro de 1958, na cidade de Lagarto, em Sergipe, e ingressou no seminário no ano de 1979, estudando Filosofia em Brasília e Teologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

Em 1985 foi ordenado sacerdote, exercendo seu ministério nas paróquias de sua diocese de origem, Estância, Sergipe.

Em 18 de abril de 2001, depois de 15 anos de ministério sacerdotal, o papa João Paulo II o nomeou bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju (SE).

Na época, era o bispo mais jovem do episcopado brasileiro. Foi sagrado bispo aos 16 de junho de 2001 em Estância. Dom Dulcênio escolheu, para a vida episcopal, o lema ‘Pro Mundi Vita’ (Para a Vida do Mundo).

Depois de cinco anos de pastoreio em Aracaju, no dia 05 de julho de 2006, o Papa Bento XVI nomeou Dom Dulcênio como bispo diocesano de Palmeira dos Índios (AL).

No dia 09 de setembro do mesmo ano aconteceu sua posse, tornando-se o quarto bispo de Palmeira dos Índios. Foi nomeado em 2017 pelo Papa Francisco para ser o oitavo bispo de Campina Grande, onde atualmente exerce seu episcopado.

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