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Vídeo divulgado pelo STF soou como um traque em festa junina, diz secretário do MPU

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 26 de maio de 2020 às 10:54.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

O secretário-geral do Ministério Público da União, o advogado paraibano Eitel Santiago, comentou em entrevista à imprensa nessa segunda-feira (25), que o vídeo da reunião ministerial divulgado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Melo, soou como um traque que se solta nos festejos juninos.

“Foi uma divulgação desnecessária. Não surtiu o efeito do estrondo esperado pelos que estão em busca de condenar o presidente da República, Jair Bolsonaro”, avaliou.

Para Eitel Santiago, não há nada de prova criminal contra Bolsonaro e que ele não precisa arguir a suspeição do ministro do STF Celso de Melo, até porque o presidente não cometeu nenhuma infração.

O advogado atesta ainda que o ministro errou, mesmo tendo sido pressionado para divulgar um vídeo de uma reunião ministerial, que acabou não respondendo a perguntas fundamentais sobre a utilidade como prova que se destina para a apuração de um inquérito.

“Se o ministro tivesse feito tais perguntas para si mesmo e tivesse o observado bem, veria que não e que o vídeo somente aborreceu pessoas que não tinham nada a ver com o que está sendo apurado”, argumentou.

Conforme Santiago, o ministro só deveria ter divulgado o trecho no qual o presidente Bolsonaro reclama de não ter recebido as informações da Polícia Federal que queria, o que foi visto por todos, o que dá transparência ao fato.

“Mas ter divulgado tudo foi errado, porque há de se compreender que o Estado Brasileiro é soberano, que mantém relações internacionais e que reuniões do governo são reservadas, não precisam ser divulgadas amplamente. Essa divulgação não se presta para uma prova que se procura obter em uma investigação criminal”, explicou.

Em defesa do presidente, o advogado paraibano afirmou que a divulgação foi mais para tentar desgastar a imagem de Bolsonaro, e o povo não se chocou com o linguajar do chefe do Executivo, mas viu tão somente um governante querendo mobilizar um ministério para proteger o governo e o país para enfrentar as dificuldades atuais de uma pandemia e de uma crise econômica.

“Alguns por oportunismo e facciosismo político querem se aproveitar desse momento para tentar derrubar o presidente que foi legitimamente eleito e tem o direito de governar”, disse.

Eitel Santiago acredita ainda que o procurador-geral da República, Augusto Aras, vai deliberar sobre essa questão com serenidade. “Não sei como ele vai decidir, mas se fosse eu ia ver todos os elementos de convicção, porque esse carnaval do vídeo foi mais um traque de chumbo que se solta no São João e só faz treque no chão e não causa nenhum prejuízo a quem está sendo investigado. Foi desnecessário”, concluiu.

Também afirmou que não teme que suas declarações possam causar algum embaraço, e se causar é muito livre para dizer o que pensa.

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