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Live vai discutir hoje os impactos da Covid-19 no futuro das cidades

Da Redação com Ascom. Publicado em 28 de maio de 2020 às 11:58.

Paraíba Online • Live vai discutir hoje os impactos da Covid-19 no futuro das cidades

Foto: Montagem/Reprodução

“Impactos da Covid-19 no presente e no futuro das cidades: na gestão, nas relações de trabalho, na vida urbana e na arquitetura”. 

É com essa temática que acontece hoje, 28, às 19h30, uma live com a jornalista Andrea Azevêdo – @andreacazevedo, doutora em Planejamento Urbano e Regional e em Governação, Conhecimento e Inovação, pós-doutoranda no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, e com a socióloga Cláudia Pfeiffer – @claudiapfeiffer, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, doutora em Planejamento Urbano e Regional, diretora da Sócio Sustentável Produções. 

As duas cientistas políticas vão trazer no bate-papo reflexões e abordagens sobre as mudanças que estão acontecendo na Europa e no Brasil devido à pandemia Covid-19, e que estão impactando na vida das pequenas e médias cidades, nas metrópoles e regiões metropolitanas.

Na opinião da professora, nas metrópoles e região metropolitana “a Covid-19 põe em evidência todos os problemas da gestão de cidades e regiões metropolitanas no Brasil, a começar pela dificuldade na interação, necessária e fundamental, entre os entes federados, ou seja, entre governos municipal, estadual e federal para essa resolução, por divergências político-partidárias”. 

Segundo Cláudia, “outro problema da gestão que fica completamente exposto, com o novo coronavírus, é a sua incapacidade de corrigir a profunda desigualdade socioterritorial que caracteriza tanto as metrópoles quanto as regiões metropolitanas”. 

Por exemplo – citou ela -, o fato de, em plena pandemia, a ser enfrentada com água e sabão, existirem locais aonde a água não chega e, por outro lado, pessoas que não têm condições de comprar sabão.

A jornalista Andrea Azevêdo avalia que os impactos da Covid-19 na vida urbana das pequenas e médias cidades no Brasil “dependem da necessidade do isolamento físico e/ou do medo da população da doença. 

“Se houver realmente isolamento físico, a maioria de nós já sabe o que acontecerá: as ruas ficarão mais vazias, com pessoas circulando apenas para o essencial”.

Ela complementa: “Se não houver isolamento físico e governantes e população não temerem a doença, a vida urbana será praticamente como antes da pandemia. Caso os governantes temam a doença, medidas restritivas à circulação serão adotadas mais fortemente, às quais serão cumpridas ou não pela população – a depender de sua adesão às medidas”. 

Com relação à arquitetura também das pequenas e médias cidades, Andrea Azevêdo diz que “no caso de a doença assustar a cidade, os espaços públicos e os espaços internos e externos dos estabelecimentos comerciais serão adaptados para evitar contágio”.

“A arquitetura pode ser orientada pela necessidade da construção/reorganização de imóveis, que inclua espaços para home office e espaços para que as pessoas não se sintam presas em situação de confinamento (varandas, quintais etc.)”, assinalou.

“Nas grandes metrópoles os escritórios e espaços internos e externos dos estabelecimentos comerciais também serão adaptados para evitar contágio. Nos últimos cinco meses houve uma aceleração de muitas mudanças em curso e o trabalho home office foi testado com sucesso”, acrescentou.

Para as duas cientistas, “os impactos da Covid-19 nas cidades brasileiras dependem do tamanho e das características – socioeconômicas e culturais – do território e da população; da economia local; da capacidade da infraestrutura de saúde pública existente; da capacidade dos gestores públicos em conduzir o seu enfrentamento; das respostas da população às orientações da gestão pública e da participação do setor privado e do terceiro setor nesse enfrentamento”.

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