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Domingo de música: live de Zeca Pagodinho agradou aos internautas

Folhapress. Publicado em 10 de maio de 2020 às 18:49.

Foto: Revista Fórum

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IVAN FINOTTI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em sua live de estreia, Zeca Pagodinho se deu muito bem. Foi uma das melhores feitas por grandes artistas nos últimos 50 dias, quando o novo coronavírus atingiu de cheio o país e passou a manter os brasileiros dentro de casa.

Mesmo quem não é do samba ou do pagode teve motivos para curtir a live em homenagem ao Dia das Mães, às 13h deste domingo, em seu canal do YouTube. Programada para ter uma hora e 15 minutos, o artista se estendeu e cantou até as 14h30, chegando a cerca de 20 músicas.

“Ofereço esta live a todos as mães do Brasil, especialmente à minha”, disse o cantor, de camisão vermelho com bolas e listras brancas. O maior trunfo da apresentação, no entanto, independeu de Pagodinho. É que a Brahma montou uma boa estrutura ao ar livre, em um espaço não identificado, talvez o jardim do condomínio do apartamento de Zeca na Barra da Tijuca.

As lives da empresa seguiriam durante a tarde e a noite do domingo, com Edson & Hudson, Daniel e Zezé di Camargo & Luciano, mas não seriam gravadas no mesmo local.

Ver o sol batendo em uma dúzia de palmeiras atrás da banda de cinco músicos, bem afastados entre si, foi um respiro inesperado e bem-vindo nas lives que até então aconteciam enfurnadas em ambientes fechados, em estúdios ou casas dos artistas.

Uma das primeiras canções foi “Não Sou Mais Disso”, com sua letra esperta: “Eu deixei de ser pé-de-cana/ Eu deixei de ser vagabundo/ Aumentei minha fé em Cristo/ Sou bem-quisto por todo mundo”. Jorge Aragão pediu “Mutirão de Amor” e Maria Rita, “Coração em Desalinho”.

Não faltou, é claro, “Patota de Cosme” e “Deixa a Vida Me Levar”, essa tocada antes do medley final. E cantou também a bela “O Sol Nascerá”, que começa com frase em ordem invertida, no melhor estilo melancólico do mestre Cartola: “A sorrir/ Eu pretendo levar a vida/ Pois chorando/ Eu vi a mocidade perdida”.

Zeca não apresentou a banda, mas deverá ter outra oportunidade para isso, já que aprovou o formato. “Foi bem legal, acho que vou topar fazer outro”, disse ao se despedir.

Assim, como a estrutura geral foi boa, o ponto fraco do show também foi culpa da cervejaria. Não satisfeita em colocar um logotipo enorme no chão e espalhar geladeiras e barris com o nome de seus produtos, Zeca e o apresentador Thiago Martins, além de alguns convidados que apareciam no telão, não se cansavam de repetir agradecimentos ao “pessoal da Brahma”.

Teve explicações sobre uma nova cerveja da marca, promoção para dar uma geladeira cheia a quem postasse mais nas redes sociais, brindes e frases quase idênticas repetidas pelos dois, como “Brahma Duplo Malte, essa cerveja ficou incrível. Tudo que a Brahma faz tem qualidade, isso eu garanto”.

Tudo isso apesar de Zeca, curiosamente, não ter bebido uma gota. Ou melhor, bebeu e disse que estava bebendo água. Até reclamou, brincando que o povo nos prédios ao redor estava enchendo a lata, “e eu aqui de bico seco”.
Ao cantar “Maneiras”, a pedido de Marcelo D2 no telão, até trocou a letra.

“Se eu quiser fumar, eu fumo/ Se eu quiser beber, eu bebo” virou “não fumo” e “não bebo”.

De positivo, louve-se a iniciativa de a empresa criar uma linha de doações ao projeto Mães da Favela, feita a partir de QR Code que esteve na tela o tempo todo. Para acessibilidade aos deficientes auditivos, a apresentação teve tradutores de libras, que repetiam as letras de Zeca enquanto ele cantava.

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