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Colunista comenta reunião de Bolsonaro com os governadores

Da Redação. Publicado em 24 de maio de 2020 às 11:27.

Um sopro de racionalidade tomou conta de boa parte das autoridades brasileiras, na reunião promovida pelo presidente Jair Bolsonaro com os 27 anos governadores, e a participação adicional dos presidentes da Câmara Federal (Rodrigo Maia) e do Senado (Davi Alcolumbre).

Eis um trecho do comentário do colunista Arimatéa Souza acerca da reunião do presidente Jair Bolsonaro com os governadores, quinta-feira última.

Veja outros trechos da edição da coluna Aparte que tratou do assunto.

Adversários partidários e até pessoais se comportaram civilizadamente e se concentraram no relevante: a busca de um mínimo de consenso num momento em que o país enfrenta uma crise quase ´esférica´, bafejada pelo coronavírus.

É fato que preliminarmente vários cuidados e antídotos foram aplicados, a exemplo de um contato individualizado de ministros com todos os governadores acerca do balizamento e fixação da pauta, bem como a limitação dos pronunciamentos.

Mas o fato concreto e consequente é que se estabeleceu uma armistício nesse relacionamento entre esferas diferentes de governo, cuja expectativa é que ela se alongue no viés administrativo.

Pode até parecer uma certa ingenuidade, mas é preciso renovar as apostas nessa direção.

“Essa unidade vai criar, com certeza, todas as condições para que, em um segundo momento, possamos tratar a pós-pandemia, a nossa recuperação econômica e a recuperação dos empregos dos brasileiros”, avaliou após a reunião o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Chegou a hora de todos darmos as mãos, de levantarmos uma bandeira branca. Estamos vivendo um momento de guerra e na guerra todos perdem”, acentuou o senador Alcolumbre.

“Defendo que haja a união de todos, deixando de lado divergências políticas e ideológicas. O mais importante é a proteção de todos brasileiros para superar a crise”, afirmou o governador cearense Camilo Santana (PT).

Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Principal desafeto no presente de Bolsonaro, o governador João Dória (PSDB-SP) grifou que “foco é proteger brasileiros. Ninguém ganha numa guerra e quem perde são os mais pobres”.

“A reunião do presidente com os governadores foi um sinal positivo. Espero que o diálogo institucional se mantenha como regra, e não exceção”, verbalizou Flávio Dino (PcdoB), governador do Maranhão, outro desafeto do presidente.

“O que nós, de fato, não precisamos é de uma crise política. A gente já está vivendo três crises, nós não precisamos de uma crise política. Por isso que eu saúdo o presidente por ter tomado a iniciativa de nos convidar”, assinalou Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo.

“É o momento da unidade nacional, (em) que todos nós estamos dando uma cota de sacrifício. É um momento ímpar na história do país”, enfatizou o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB).

O governador João Azevedo (Cidadania) disse após a reunião que um dos apelos imediatos ao presidente foi que a liberação da ajuda emergencial a estados e municípios tenha o seu repasse iniciado ainda este mês.

“Isso faria uma diferença significativa”, grifou.

Azevedo avaliou que “a reunião foi extremamente propositiva, respeitosa e que poderá ser um marco para que a gente possa, a partir de agora, construir uma relação que permita que a gente enfrente essa crise”.

Em entrevista veiculada na TV Itararé, o governador paraibano comentou que a reunião foi “tranquila”, e que poderá permitir o enfrentamento “dessa questão da pandemia, independente de ideologias e partidos políticos”, centrada “no foco principal, que é salvar vidas”.

“Tivemos uma reunião bastante producente”, realçou posteriormente o presidente, que também pontificou que “o governo federal faz o que é possível para atender o nosso povo numa situação em que vive com questão do coronavírus”.

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