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Vigília Pascal em Campina: “Não podemos perder o rumo de nossa fé em Jesus”

Da Redação com Pascom. Publicado em 12 de abril de 2020 às 12:22.

Fotos: Joaquim Urtiga/Pascom-CG)

Fotos: Joaquim Urtiga/Pascom-CG)

Na Catedral de Campina Grande, a Vigília deste sábado (11) foi presidida pelo bispo diocesano Dom Dulcênio Fontes de Matos, concelebrada pelos padres Luciano Guedes e Danilo César, assistida liturgicamente pelo diácono Ricardo e auxiliada pelos seminaristas.

Com as portas fechadas devido à pandemia do Covid-19, o bispo falou e a sua mensagem foi proclamada por ´sobre os telhados´, mediante as redes sociais, por meio da TV Itararé (canal 18,1) e da Rádio Caturité FM (104.1), meios de comunicação que aproximaram os fiéis e os tornaram partícipes dessa liturgia tão rica e cheia de sentido.

Foi a noite em que os cristãos no mundo inteiro vivenciaram o Sábado Santo, em silêncio e espera. Um silêncio que é rompido com a proclamação da Páscoa, com o anúncio da vitória de Cristo sobre a morte, da Luz sobre as trevas.

Tratando de explicar as leituras proferidas na Vigília desta noite, Dom Dulcênio explicou que toda a liturgia apresenta a história da salvação, incluindo dentro desta história os altos e baixos: a criação, pecado original, alianças feitas por Deus e rompidas pelo homem. Nesse sentido refletiu sobre as permissões de Deus na humanidade.

“Quando olhamos a história da salvação, olhamos para nossa própria vida, muitas vezes ficamos sem entender como Deus pode estar ausente em dado momento ou como ele pode tolerar tal situação ou porque permitiu que isso ou aquilo acontecesse. Já paramos para pensar por que Deus está permitindo o que estamos passando neste momento de pandemia com o novo Coronavírus? Não? Pois pensemos! Como vai a nossa vida? Estamos compreendendo o sentido da vida?” – indagou o bispo.

Aprofundando sua reflexão, ele falou do simbolismo envolto na liturgia desta Vigília e do mistério da Páscoa de Cristo: “Acendemos o Círio Pascal. Ao ressurgir dos mortos, Ele acende a chama da vida – representada pelo círio pascal – onde antes imperavam as trevas. A Páscoa é a vitória do amor, do bem e do perdão sobre o ódio, o mal e o ressentimento. A Ressurreição de Jesus é o centro de nossa fé. Sem ressurreição, não existe salvação dos pecados, não existem sacramentos, não existe igreja”.

Fazendo alusão à Santíssima Virgem Maria, o bispo citou-a como sendo uma mulher de fé e de esperança, e falou-nos do papel valioso de Nossa Senhora na ressurreição: “Já desde o princípio Maria foi a consoladora dos aflitos, dos que estavam em dificuldades. Este sábado, em que todos cumpriam o descanso festivo segundo mandava a lei, não foi um dia triste para Nossa Senhora: seu Filho tinha deixado de sofrer. Ela aguardava serenamente o momento da ressurreição”.

Dom Dulcênio, impulsionado pela força do ressuscitado, convidou os cristãos a serem fieis a Cristo e sua Igreja, bem a descobrir a novidade da ressurreição: “A Cristo e à sua tarefa somos incorporados pelo batismo. Fomos batizados na morte e na ressurreição do Senhor. É esse passo que celebramos esta noite na qual se abre a luz pascal. Vivemos assim ´uma vida nova´. O apóstolo Paulo nos convida a sermos conscientes dessa novidade. A ressurreição de Cristo põe fim ao ´reinado da morte´.”

E continuou o prelado: “Sermos testemunhas da ressurreição é compartilharmos a nossa condição de ´vivos para Deus, em Jesus Cristo´. Evangelizar é comunicar a alegria de saber que é amado por Deus, a alegria de saber que a vida é a última palavra da existência humana. Não podemos perder o rumo de nossa fé em Jesus Ressuscitado”.

A Vigília faz parte do Tríduo Pascal, que teve início com a Ceia do Senhor na Quinta-feira Santa, quando Jesus institui a Eucaristia. Na Sexta-feira Santa, o cordeiro é imolado, morto na cruz pela salvação da humanidade. E no sábado, a grande Vigília, mãe das celebrações que anuncia a luz que vence as trevas.

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