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Tecnologia e estratégia em saúde tem garantido soluções médicas em meio a pandemia

Da Redação. Publicado em 4 de abril de 2020 às 16:26.

Foto: Ascom

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O Núcleo de Tecnologia Estratégica em Saúde (Nutes) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) tem se destacado na criação de equipamentos de proteção para o combate do novo coronavírus no Estado.

De acordo com o professor Misael Moraes, o laboratório se antecipou a criar projetos já quando surgiu o primeiro caso da doença em São Paulo. Desde então, o Nutes tem somado esforços para criação de equipamentos para proteção dos profissionais de saúde, que são o foco do projeto.

À Rádio Caturité FM, ele destacou a criação de uma máscara facial, impressa inicialmente através da impressora 3D. O professor disse que várias pessoas, que tinham impressora deste tipo em casa, além de instituições como o IFPB, realizaram uma espécie de mutirão para fabricar o produto. Uma cópia do arquivo em autocad foi distribuída para várias partes do país para realizar a produção.

Contou ainda que até especialistas de San Diego, na Califórnia, entraram em contato para pedir uma cópia do projeto e realizar a impressão nos Estados Unidos.

– Imprimimos cerca de cinco mil protetores faciais que foram distribuídas em pelo menos 40 unidades hospitalares da Paraíba. Isso sem nenhum custo para elas, apenas financiados com recursos próprios do laboratório e ajudados por terceiros – contou.

Nesta semana, o Nutes começou a utilizar outra forma de fabricação dos protetores.

– Vamos começar a fazer uma impressão através de injetoras, semelhante ao que se faz a garrafa pet. Fizemos a matriz e encontramos dois parceiros, a Duraplast e a Alpargatas. Confeccionamos e estamos injetando essas máscaras. Nossa previsão é de que, até segunda-feira, consigamos distribuir 20 mil máscaras pelo estado para atender a demanda – afirmou.

Foto: Ascom

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Misael disse que esse produto também deve ser entregue a hospitais dos estados Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Além das máscaras, há outros produtos e equipamentos desenvolvidos pelo Nutes especialmente para este período de pandemia.

Na entrevista, o professor destacou alguns, como: uma central de monitoramento remoto, instalado no Hospital de Trauma de Campina Grande, de pessoas acometidas pela doença na Paraíba.

– Há uma central de observação, com um painel, um monitor e um mapa da Paraíba com indicação de onde há pessoas contaminadas, se estão e onde estão internadas. Duas infectologistas monitoram o avanço da doença e elas veem, direto na tela, esses dados. Podem entrar em contato com os cuidadores e profissionais de saúde que estejam junto a esses pacientes, para dar melhor orientação – explicou.

Outra plataforma monitora pessoas, que tenham um grau menor de contaminação, através de aplicativo de celular. O próprio paciente envia informações para esta central. “Podemos ver onde os pacientes estão localizado, qual a gravidade, se vai precisar de ajuda”.

Mais soluções que têm fabricação através das impressoras 3D, são as peças de respiradores, após a criação do projeto feito por engenheiros. “Já recuperamos vários respiradores usando essa metodologia”.

Para a entubação de pacientes, o Nutes desenvolveu o laringoscópio por vídeo, que guia o profissional no momento da manobra e não causa sequela ao paciente; uma caixa de acrílico que protege o profissional de possível contaminação e, ainda, um ventilador mecânico para ajudar na respiração de pacientes graves. Este equipamento está em fase de testes e de certificação pela Anvisa.

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