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Tese de professora da UFPB foi base para samba-enredo da Escola campeã do Rio

Da Redação. Publicado em 1 de março de 2020 às 20:11.

Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco

Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco

A Escola de Samba vencedora do Carnaval do Rio de Janeiro deste ano, a Viradouro, tem um ‘pézinho’ na Paraíba.

É que o samba-enredo “Viradouro de Alma Lavada”, que contou a história das ganhadeiras de Itapuã, na Bahia, foi baseada na tese de doutorado da professora Haruê Tanaka, da Universidade Federal da Paraíba.

As ganhadeiras eram mulheres baianas negras que faziam de tudo para ganhar dinheiro e comprar as próprias alforrias e as dos filhos.

Haruê é do departamento de Música da UFPB e a tese dela, que estava na Bahia, foi uma das escolhidas pela organização da Viradouro para criar o samba-enredo.

– Segundo o produtor executivo das Ganhadeiras, um grupo a Viradouro as convidou para ser homenageadas e perguntou se tinha algum documento, ou fonte, que pudesse servir de base ao samba-enredo, então minha tese foi levada como suporte. Imagino que houve outros trabalhos que eles tomaram como base, mas tenho um capitulo de contextualização e muita coisa do que eu tinha pesquisado, estava ali na avenida – disse.

A professora também foi convidada para desfilar pela Escola de Samba e, segundo ela, foi uma grande emoção. Ela contou que a ala em que desfilou, foi a responsável pelo desempate.

Foto: Fernando Grilli | Riotur

Foto: Fernando Grilli | Riotur

– O incrível é todos viram que a pontuação estava igual, mas o quesito de desempate, que foi a evolução, se deu na ala em que eu estava. Então, nós componentes, fomos os responsáveis por não cometer erros que levaram a Escola a ser campeã. Para mim isso foi a coroação e é impossível não se emocionar – contou.

A professora ressaltou que as ganhadeiras continuam existindo e elas são todas as mulheres brasileiras que buscam seus sustentos de alguma forma para garantir sua liberdade financeira. “As ganhadeiras continuam lutando e resistindo à todas as intempéries e preconceitos. Buscando sua liberdade financeira, elas continuam trabalhando como ganhadeiras. Como todas nós aqui”.

*Com informações da TV Cabo Branco

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