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Secretário considera abertura do comércio uma insensatez e alerta para alto contágio

Da Redação de João Pessoa (Hacéldama Borba). Publicado em 27 de março de 2020 às 18:06.

Foto: Paraibaonline

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O secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros considerou a carreata para forçar a reabertura do comércio muito insensata e frisou que qualquer tipo de movimento no sentido contrário às regras do isolamento social é pernicioso e que torna a população insegura no trato da contaminação do coronavírus, que é um tipo de vírus altamente contagioso.

Ele fez um alerta sobre a alta transmissibilidade do vírus, que é feita não só por via respiratória, mas também pela boca, olhos e também pelo toque, daí a importância de as pessoas evitarem o aperto de mãos, beijos, abraços, ou seja, de estarem próximas uma das outras.

Essa é uma característica do coronavírus/ Covid-19, que contamina muitas pessoas de uma só vez, e em número absolutos causa muitas mortes.

Segundo o secretário, na Paraíba, a contaminação do vírus ainda é preocupante e requer todos os cuidados já adotados pelo Estado, por determinação da Organização Mundial de Saúde e dos órgãos de Saúde do Brasil.

“Ainda não estamos no pico da curva, mas esperamos que ela seja achatada com as medidas que o governo do Estado adotou precocemente. A Paraíba e dois outros entes da Federação foram considerados pela ABIN como referências por terem tomados medidas preventivas antes de ter casos confirmados”, disse.

Sobre os casos ocorridos na Paraíba, 10 estão confirmados e 284 descartados, isto porque a Paraíba está numa incidência da gripe comum causada pelo vírus da influenza e do rinovírus.

“A maioria tem sido de gripes comuns e não coronavírus. Nós temos ainda aproximadamente 80 casos, cujos exames estão sendo realizados no Instituto Evandro Chagas no Pará, decorridos anteriormente, mas hoje estão sendo realizados na Paraíba”, explicou.

85% dos casos estão sendo tratados porque apresentam sintomas leves e moderados e em isolamento domiciliar, afirmou o secretário, acrescentando também que 15% dos casos necessitam de tratamento hospitalar e 5% necessita de cuidados mais intensivos, de leitos de UTI.

“Essa é a realidade atual do coronavírus e nós esperamos que com essa temperatura de clima tropical, nós possamos ter menos casos do que se prevê”

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