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Presidente da CDL defende retorno das atividades no comércio campinense

Da Redação. Publicado em 25 de março de 2020 às 16:56.

Foto: Paraibaonline

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As recentes afirmações do presidente da República, Jair Bolsonaro, em pronunciamento oficial nessa terça-feira (24), sobre o isolamento social proposto pelos especialistas na área da saúde, têm gerado diferentes opiniões.

O pré-candidato à Prefeitura Municipal de Campina Grande e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Artur Bolinha (PSL), afirmou, durante entrevista a uma emissora de rádio local, concordar com a diminuição da intensidade do isolamento social.

De acordo com Bolinha, ele esteve em uma reunião via videoconferência com representantes de algumas atividades exercidas em Campina e, inclusive, com a presença da secretária de Desenvolvimento Econômico da cidade, Rosália Lucas.

Ele admitiu que alguns pontos ficaram acertados durante a reunião sobre a possibilidade de um retorno nas atividades do comércio da Rainha da Borborema.

“Vamos monitorar essa semana Campina Grande, porque os casos que se têm conhecimento, em nível de internação hospitalar, são baixíssimos. Salve engano, são apenas duas pessoas que haviam sido internadas com suspeita e não há nenhum caso ainda efetivamente confirmado”, completou.

O prefeitável pontuou ainda que se os números de hospitalização continuarem sob controle no município, não há motivos para manter a quarentena da forma que está atualmente.

“Podemos muito bem ir, de forma paulatina, fazer com que as atividades sejam retomadas”, ponderou.

A motivação para que isso aconteça, de acordo com Bolinha, são os efeitos econômicos avassaladores que podem ser imensuráveis.

“Então, eu sugeri que sábado nós fizéssemos uma reunião, novamente através de videoconferência, para que pudéssemos, com base nas informações mais recentes, tomar decisões de quais seriam os segmentos que poderiam voltar”, completou.

Para a nova reunião, Bolinha disse que pediu que para a secretária da PMCG, Rosália Lucas, convidar o prefeito Romero Rodrigues (PSD) e pontuou a necessidade da presença do secretário de Saúde, Filipe Reul, e de representantes do Governo do Estado e do Ministério Público.

“Para que da forma mais segura possível possamos tomar essa decisão e, se for o caso e houver um consenso, o comércio, as atividades de um modo geral de Campina Grande, possam ir aos poucos voltando”, disse.

Conforme o empresário, “com o retorno da movimentação do comércio, algumas pessoas continuarão com um certo receio, mas é importante ressaltar e lembrar que o vírus não vai deixar de existir e o que tem que ser considerado é até que ponto a letalidade dele está justificando manter tudo parado”.

“Se você tem o nível de letalidade baixo, se você tem o nível de hospitalização extremamente baixo, não há porque temer voltar as atividades. O risco que os países que tomaram uma decisão mais firme nesse sentido era que não houvesse o risco de colapsar o sistema de saúde. Mas, se os número de Campina Grande, como eu já disse, mantiverem um nível baixo, como vem acontecendo em nível de hospitalização, então, isso significa dizer, em tese, que os campinenses têm se cuidado de forma suficiente”, opinou.

Por fim, Artur afirmou que é preciso compreender que as atividades precisam ser retomadas o mais rápido possível.

“O risco não é a pessoa pegar, o risco é a pessoa pegar e precisar ir para o hospital e isso gerar um congestionamento”, finalizou.

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