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Paraíba registra dezenas de casos de hanseníase por mês; dermatologista faz alerta

Da Redação. Publicado em 2 de fevereiro de 2020 às 16:40.

Foto: Arquivo Pessoal

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A Paraíba registrou 1.319 casos de hanseníase somente em 2019, de acordo com o boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde. O número corresponde a uma média de 110 registros da doença por mês.

Em relação ao ano de 2018, houve um aumento de 2,1% no numero de casos, passando de 525 ocorrências a cada grupo de 100 mil habitantes para 608. Diante dos números que chamam à atenção, a dermatologista do Hapvida em João Pessoa, Marcela Vidal, explica que a hanseníase é infecciosa, causada por bactéria e afirma que o diagnóstico precoce é o caminho para prevenir.

“A prevenção se dá pela detecção precoce, principalmente pelo exame de pele nos pacientes que convivem com alguém que foi diagnosticado com hanseníase. O treinamento das equipes de saúde básica é fundamental para que os profissionais saibam reconhecer a doença na sua forma mais inicial”, pontua a dermatologista, chamando atenção para o janeiro roxo, mês dedicado a chamar atenção para a doença.

Apesar do grande número de registros de casos de hanseníase, existe uma resistência para o tratamento da doença. Conforme o boletim de saúde, cerca de 61% dos casos foram registrados mas não examinados.

A dermatologista alerta que se a doença não for tratada a tempo, pode evoluir para o acometimento neural e gerar dormência permanente e incapacidade física.

Com isso, Marcela Vidal explica que o diagnóstico da hanseníase é basicamente clínico e todos os médicos do sistema de atendimento primário devem estar aptos a diagnosticar para que a doença deixe de ser um problema de saúde.

“Entre os sintomas estão: mancha de coloração esbranquiçada ou avermelhada, que muitas vezes tem a sensibilidade alterada – seja a sensação de toque ou de distinguir o frio e o quente está prejudicada. Além disso, a lesão não costuma coçar e se o nervo estiver comprometido pode gerar dormência”, esclarece.

A transmissão se dá pelo contato próximo e prolongado com um indivíduo que apresenta uma forma chamada multibacilar e que não está se tratando, geralmente por saliva e secreções de vias aéreas. O contato pele a pele não transmite a doença.

A especialista reforça que hanseníase é uma patologia que possui cura e o tempo de tratamento depende da forma clínica, podendo durar de seis meses a um ano. Mas destaca que quem teve a doença e passou pelo tratamento pode desenvolver novamente.

“Quem teve a doença pode adquirir novamente. Porém, são pessoas que não desenvolvem defesa contra o bacilo como a maioria da população possui. Também a forma clínica depende do grau de resistência à bactéria que a pessoa acometida pela doença possui”, conclui.

Mais Dados – De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil ocupa a 2ª posição no mundo entre os países mais acometidos pela doença, ficando atrás apenas da Índia.

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