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Em CG, funcionários reclamam de não receber todos os direitos trabalhistas

Da Redação*. Publicado em 19 de fevereiro de 2020 às 23:44.

Foto: Reprodução/TV Paraíba

Foto: Reprodução/TV Paraíba

O patrimônio territorial está lá, intacto, e ocupa boa parte da Avenida Assis Chateaubriand.

Por várias décadas, a fábrica de embalagens de plástico funcionou normalmente, faturou bilhões e empregou centenas de pessoas.

Segundo informações dos antigos funcionários, em janeiro de 2015, o último trabalhador saiu pela porta para não voltar.

Foi decretada a falência.

– Alegou que estava em recuperação judicial, que não tinha mais condições de pagar as contas. E em 2013 ele fez esse anúncio, e de 2013 até 2015, quem saiu de lá perdeu os seus direitos. A empresa pediu para que a gente entrasse na Justiça para que recebêssemos nossos direitos – disse Klauber Canuto, supervisor de Controle de Qualidade.

A medida afetou cerca de 250 funcionários que até hoje esperam para receber os direitos trabalhistas.

Joelson Tavares trabalhou 15 anos como Operador de Máquinas na empresa. Depois de tantos anos de dedicação, ele disse que recebeu o seguro-desemprego e apenas parte do FGTS.

– O seguro-desemprego eu recebi. Só foi o seguro-desemprego e o fundo de garantia, o que estava lá. Conta da empresa eu não recebi nada – comentou.

De acordo com o funcionário, a empresa lhe deve mais ou menos R$ 25 mil.

A advogada Rayane Tavares explica que nesses casos é muito comum que o trabalhador não saiba o que fazer ou que de fato tem direito a receber.

Ela explica que as verbas rescisórias em casos de falência sãs as mesmas para uma demissão sem justa causa.

– Esse trabalhador terá direito a FGTS, ele terá direito a todas as verbas rescisórias, eventuais salários em atraso, décimo terceiro e insalubridade – garantiu a advogada.

Para isso, explicou que o trabalhador deverá inicialmente procurar a Justiça do Trabalho.

– Ele irá ajuizar uma reclamação trabalhista, porque através desse processo, ele irá ter seus direitos reconhecidos e também o juiz irá informar o montante do valor que se deve ao trabalhador – explicou.

No entanto, a maior reclamação dos trabalhadores é a demora do processo na Justiça.

São quase cinco anos de espera e muitos prejuízos.

Na semana passada, cerca de 30 pessoas do grupo se reuniram em frente ao Fórum Afonso Campos para reivindicar uma posição da Justiça.

– Está faltando a Justiça liberar uma parte do dinheiro que está em conta, que é cerca de R$ 2,5 milhões; e vender uma parte do ativo para poder pagar o restante da dívida trabalhista que gira em torno de R$ 5,5 milhões – afirmou o ex-funcionário Joelson Tavares.

– O trabalhador quando ajuíza a reclamação trabalhista, ele vai habilitar seu crédito perante esse processo de recuperação judicial de falência. Então, até fazer todo esse levantamento há uma demora, mas o trabalhador tem uma prioridade na hora do recebimento desses créditos – pontuou a advogada.

Depois de tanto tempo, os trabalhadores querem saber como está o andamento e se a Justiça tem uma data para a conclusão do processo.

– O objetivo maior é de tentar agilizar o , porque já vem há mais de quatro anos nessa situação – disse o auxiliar administrativo Josemar Francisco.

O outro lado. Segundo o administrador judicial que acompanha esse caso, João Tebergi Neto, o processo ainda está em andamento. De acordo com ele, quando todas as demandas forem julgadas, e o valor que está na conta judicial for desbloqueado, o pagamento será liberado prioritariamente.

*com informações da TV Paraíba

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