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Veterinário alerta para a qualidade da carne vendida na Paraíba

Da Redação*. Publicado em 21 de janeiro de 2020 às 11:30.

O coordenador do Serviço de Inspeção Municipal dos Produtos de Origem Animal (SIM) em Campina Grande, o médico veterinário Gláucio Maracajá, falou durante entrevista à Rádio Campina FM, a respeito das situações dos matadouros públicos da região e da qualidade da carne consumida.

Ele ressaltou que é preciso que o consumidor fique atento sobre a procedência da carne que está entrando em casa. Para isso, é necessário que a peça tenha o carimbo do SIM e que tenha aspectos de carne nova e não com cores arroxeada ou esverdeada. De acordo com ele, quando a carne está assim já indica sinais de putrefação.

Gláucio ainda disse que as condições dos abatedouros públicos dos municípios são deprimentes e preocupantes, tendo em vista que a maioria são da década de 70 e não segue nenhuma condição sanitária, além da falta de EPIs para os marchantes e de interesse por falta dos gestores para regularizar a situação.

Foto: Reprodução

Foto ilustrativa: Reprodução

–  Pessoas trabalhando sem nenhum monitoramento, sem controle nem inspeção sanitária. É um problema muito sério, e quando conversamos com alguns gestores, eles dizem que não têm verbas. A forma de transporte da carne também é preocupante. Em muitos casos, ao fazer o abate, as carcaças são colocadas em caminhões sem refrigeração e por cima uma lona. Isso faz acelerar o processo de decomposição – alertou.

O médico disse que já encontrou muitos abatedouros clandestinos e ressaltou que a inspeção deve ser feita exclusivamente por um veterinário cadastrado do órgão e que esta função não deve ser repassada. Para ele, é pior consumir uma carne com inspeção irregular, feita por pessoas não capacitadas para isso, do que sem certificação.

O especialista disse que é necessário que o consumidor, ao comprar carne, peça que o vendedor lhe mostre a certificação dos órgãos fiscalizadores e, caso se negue, peça para ver o carimbo colocado na própria carne do animal. Se, mesmo assim, o comerciante negar a informação, é necessário acionar a Vigilância Sanitária.

É preciso também pedir que a carne seja cortada ao meio, para ver se não há algum tipo de larva, o que, de acordo com ele é comum ocorrer em locais sem procedência sanitária.

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