Fechar

logo

Fechar

Sebrae destaca projeto de economia criativa de Campina Grande em parceria com a Caixa

Da Redação. Publicado em 27 de janeiro de 2020 às 23:08.

Paraíba Online • Sebrae destaca projeto de economia criativa de Campina Grande em parceria com a Caixa

Foto: Ascom

Economia criativa e economia colaborativa. Os termos podem ser novos para muitas pessoas, mas já representam pelo menos 10% do Produto Mundial Bruto.

Segundo a economista do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Regina Amorim, a economia criativa trabalha com a reinvenção.

De acordo com a especialista, para esse segmento não há concorrência e nem crise, pois, os empreendedores vão buscando caminhos e sempre vão existir possibilidades.

– Quando juntamos a criatividade com a cultura, com os nossos valores, com nossas crenças, saberes e fazeres, que é nosso conhecimento intelectual e, agora, com a tecnologia, que nos leva para qualquer lugar do mundo, estamos na economia criativa. Toda essa tecnologia a favor dos negócios, permite que o perfil do consumidor vá se adequando e chegando num momento em que ele não quer mais ter a posse, ele quer ter o acesso, as facilidades, a qualidade dos serviços e dos produtos. Trabalhar com economia criativa é também ver a sustentabilidade, a inclusão social, a inovação e a tecnologia que está em todos os negócios – explicou, durante entrevista concedida à Rádio Campina FM.

A economista ressaltou que em Campina Grande há vários exemplos de economia criativa e destacou o “Quadrilhando – O Maior Arraial do Mundo”, como um exemplo de sucesso. Este é um projeto realizado pela Associação das Quadrilhas Juninas da cidade, que visa o turismo de experiência, além do fomento da cultura e tradição local com apresentações de quadrilhas durante o ano inteiro. Em 2020 recebeu o patrocínio oficial da Caixa Econômica Federal, que acredita no fomento à cultura e geração de riqueza e renda através do projeto.

– Em 2017 o Sebrae tinha que trabalhar um produto turístico de vivência, que é outra coisa que a economia criativa permite. Hoje o que agrega valor aos produtos e serviços, é o intangível, é a experiência. Me incomodava o fato de chegar em Campina Grande em outras épocas do ano e não ver nada relacionado ao São João, então foi quando fizemos a primeira tentativa de trabalhar as quadrilhas juninas como um negócio de Campina Grande durante todo o ano inteiro – disse.

Regina espera que o Quadrilhando seja visto por todos os poderes públicos e empresas privadas como uma marca forte para desenvolvimento do município.

– Não consigo ver e nem entender o São João de Campina sem as quadrilhas. Para mim tira o brilho e cai no lugar comum. Então, se todo mundo der as mãos, fizer sua parte e apoiar, todos ganham. Espero que mais políticas públicas venham para beneficiar esses micro e pequenos negócios da economia criativa – concluiu.

Share this page to Telegram
Matérias Relacionadas

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube