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Milton Nascimento de volta aos palcos com ´Clube da Esquina´

Folhapress. Publicado em 17 de janeiro de 2020 às 16:54.

Paraíba Online • Milton Nascimento de volta aos palcos com ´Clube da Esquina´

Foto: Divulgação

LUCA CASTILHO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em 1972, Milton Nascimento e Lô Borges lançaram o icônico álbum “Clube da Esquina”, revolucionando a música brasileira.

Quase 50 anos depois, Bituca colocou na estrada a turnê homônima e desembarca agora em São Paulo para dois shows, nesta sexta-feira (17) e neste sábado (18), no Espaço das Américas.

“É sempre especial tocar em São Paulo, onde morei antes mesmo de ‘Travessia’, entre 1966 e 1967. É uma parte importante da minha vida”, diz Milton Nascimento, o Bituca, em entrevista por email. No palco, o artista reúne amigos do passado e do presente.

Além de Lô Borges e Wagner Tiso -que também está na ficha técnica de “Clube da Esquina”-, os shows na capital paulista terão Maria Rita, Maria Gadú, Criolo e Flávio Venturini.

“São pessoas com quem eu tenho uma relação profunda. Eu me sinto muito feliz em viver tudo isso ao lado deles”, ressalta.

“Lô Borges e Wagner Tiso são duas pessoas fundamentais para mim. Tudo teria tomado outro caminho sem a amizade deles. E, além de manter essa proximidade com quem começou comigo, consegui criar novos vínculos que vão durar a vida toda. É o caso de Criolo, de Gadú e de Maria Rita, pessoas de quem tenho muito orgulho de estar junto.”

A turnê resgata canções clássicas de “Clube da Esquina”, como “Cais”, “Nuvem Cigana” e “Cravo e Canela”, além de sucessos do volume 2, de 1978, como “Canção Amiga”.

“Tem sido uma viagem maravilhosa. A turnê passou por quase todas as capitais do Brasil e mais nove países, e eu nunca imaginei que seria tão bom quanto foi. A nossa equipe é muito unida, e na estrada a gente se uniu ainda mais”, conta.

Aos 77 anos, o artista que é um dos maiores nomes da música brasileira opta pela modéstia ao responder sobre sua trajetória de sucesso.

“Não sou muito de pensar sobre isso. Mas confesso que é muito bom quando as pessoas gostam do que a gente faz, né? Mesmo depois de tantos anos. O lance é ficar feliz com isso, ser grato pelas oportunidades e viver a vida com quem a gente gosta”, conclui Bituca.

NOVO SÉRIE DO CANAL BRASIL
Um estúdio isolado em meio às montanhas de Minas Gerais serviu de cenário para Milton Nascimento reviver os tempos de Clube da Esquina e gravar a série “Milton e o Clube da Esquina”, que estreia no Canal Brasil no próximo dia 31, às 21h30 -com exibição às sextas, serão seis episódios até 6 de março.

O programa vai mostrar Bituca em números musicais e rodas de conversa. Entre os convidados estão três dos principais parceiros de Milton Nascimento, Lô Borges, Márcio Borges e Ronaldo Bastos, além de artistas como Seu Jorge, Gal Costa, Criolo, Maria Gadú, Samuel Rosa, Iza e Ney Matogrosso. A apresentação é do ator Gabriel Leone.

“Passamos vários dias lá [Nova Lima, próximo a Belo Horizonte], cantando e contando histórias do Clube”, conta Milton Nascimento.

“Todos esses amigos terem disponibilizado um tempo precioso na agenda para encontrar a gente lá me emocionou muito. Serei eternamente grato diante de tanto carinho.”

De acordo com Vitor Mafra, diretor da série, a ideia foi fugir do formato de “documentário tradicional”. “A ideia dessa série é do Fabiano Gullane, mas ele me convidou para escrever e roteirizar”, disse.

“Definimos um formato completamente musical, aproveitando que todos estão na ativa, tocando muito. É como se fosse um ‘making off’ da regravação das músicas.”

Os convidados foram selecionados por Bituca. “Quando começamos o processo de produção, o próprio Milton elaborou a lista de artistas com quem gostaria de contar no programa”, completou Mafra.

A proposta, segundo o diretor, foi dar um clima intimista às gravações.

“Nossa tentativa foi deixar o Milton muito à vontade, como se estivesse em casa mesmo. A banda que montamos é formada por músicos que tocam com artistas mais contemporâneas, como Criolo e Pato Fu, mas chegamos à conclusão de que o melhor seria tocar os arranjos idênticos ao álbum original, com uma sonoridade dos anos 1960 e 1970, e as músicas que circunscrevem aquele período.”

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