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Livânia narra que João Azevêdo tentou manipular fiscalização de obra

Da Redação. Publicado em 13 de janeiro de 2020 às 21:00.

Em novo trecho de delação premiada, ex-secretária estadual de Administração Livânia Farias falou de um suposto envolvimento do governador João Azevêdo (Sem partido) com corrupção de fiscais em obras de esgoto.

Segundo a delatora, na campanha eleitoral, o ex-governador disse que tinha um valor de R$ 2,3 milhões para receber de um prestador de serviço.

Ela disse que o prestador de serviço confirmou o compromisso, mas que só poderia liberar o dinheiro quando recebesse um pagamento da Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba) por uma obra que realizou.

De acordo com Livânia Farias, ao saber do atraso do pagamento, o então candidato João Azevêdo pediu para a secretária procurar Hélio Cunha Lima, presidente da Cagepa, “para saber o que tava acontecendo e por que não estava sendo pago”.

O atual secretário de Infraestrutura, Desdete Queiroga, teria ajudado Livânia Farias na interlocução com o presidente da Cagepa.

Hélio teria informado então, segunda relata a delatora, que não faria o pagamento ao prestador de serviço, pois a obra continha irregularidades quanto ao material utilizado: “O que ele fez, fez errado […] O fiscal não vai assinar e eu não pago”, teria dito.

Foi quando, segundo a ex-secretária, João Azevêdo insistiu para que o fiscal fosse procurado novamente para que voltasse a analisar a situação.

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