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Delatora relata que João Azevêdo quis favorecer cunhada, nora e genro

Da Redação. Publicado em 13 de janeiro de 2020 às 16:44.

Foto: Secom/PB

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Cunhada, nora e genro. Segundo Livânia Farias, presa na Operação Calvário, o atual governador, João Azevêdo (sem partido), pediu favorecimento para familiares.

Em delação premiada, a ex-secretária de Administração relatou que os pedidos aconteceram durante uma reunião.

Seria para a cunhada do atual governador, Kátia Regina de Medeiros, lotada na Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema); e para a nora, Iara Coeli da Nóbrega Lins, lotada na Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa).

– Ele me disse que as duas precisavam ser exoneradas, mas que elas não poderiam ficar sem salário – afirmou.

Livânia falou que foram destinados pagamentos de propinas no valor de R$ 3,8 mil para Kátia, e de R$ 6 mil para Iara.

A exoneração, de acordo com Livânia, seria necessária para que o então candidato a governador não sofresse acusações de nepotismo.

– A gente pegava esse dinheiro, colocava num envelope e entregava a ele. Eu pessoalmente entreguei uma vez a ele – relatou.

Além das duas, o atual governador, segundo Livânia, também tratou do genro Adilson, servidor efetivo do Instituto de Polícia Científica (IPC).

– Ele disse que existia um processo, em que teria sido aplicada uma pena de demissão [ao genro] e que eu conversasse com o secretário de Segurança Pública à época, Cláudio Lima, para ver o que poderia ser feito. Eu fui a Cláudio, e Cláudio foi muito duro – contou.

Segundo a delatora, o secretário disse que “não se metia nisso”.

“Cláudio me deu uma patada, e foi muito – como se diz lá no Sertão – muito grosso e muito curto. Disse ‘não tenho interesse, não vou resolver, não quero saber disso”, afirmou Livânia.

Ouça o áudio:

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