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Papa Francisco na vigília natalina: amar não é tempo perdido

Da Redação com Ascom. Publicado em 25 de dezembro de 2019 às 16:20.

Foto: Ascom

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Um pensamento todo centralizado sobre a “graça de Deus”: assim foi a homilia do Papa Francisco na missa da noite de Natal.

Na Basílica de São Pedro, repleta de fiéis, ressoaram as palavras do profeta Isaías:

“Habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles”.

Esta luz que se manifestou na escuridão é a graça de Deus, disse o Papa, explicando:

“É o amor divino, o amor que transforma a vida, renova a história, liberta do mal, infunde paz e alegria”. Esta luz é Jesus.

O Apóstolo Paulo a chama de “graça” porque é completamente gratuita:

“Enquanto aqui, na terra, tudo parece seguir a lógica do dar para receber, Deus chega de graça. O seu amor ultrapassa qualquer possibilidade de negócio: nada fizemos para o merecer, e nunca poderemos retribuí-lo”.

Por não estarmos à Sua altura, Ele desce até nós: “O Natal nos lembra que Deus continua a amar todo o homem, mesmo o pior”.

Este amor independe de nossas obras, boas ou ruins.

“O seu amor é incondicional.” 

Mesmo nos nossos pecados, Ele continua a nos amar. Esta é a mensagem que o Papa Francisco repetiu com veemência mais de uma vez. Jesus nasce pobre de tudo, para nos conquistar com a riqueza do seu amor.

Coragem, afirmou o Pontífice aos fiéis, “não perder a esperança, não pensar que amar seja tempo perdido”.

Esta noite o amor venceu o medo, a luz gentil de Deus venceu as trevas da arrogância humana.

“Humanidade”, clamou o Papa.

Diante desta graça de Deus, não nos resta que acolher este dom entregando-se a Ele. Não há desculpas: os problemas da vida, os erros da Igreja, o mal que existe no mundo. Tudo passa em segundo plano diante do amor de Jesus por nós.

Então, afirmou Francisco, a questão do Natal é esta:

“Deixo-me amar por Deus? Abandono-me ao seu amor que vem me salvar?”

Acolher a graça é saber agradecer, prosseguiu o Pontífice.

“Frequentemente, porém, as nossas vidas transcorrem alheias à gratidão. Hoje é o dia justo para nos aproximarmos do sacrário, do presépio, da manjedoura, e dizermos obrigado”.

Acolher o dom que é Jesus para depois se tornar dom como Jesus e, assim, dar sentido à própria vida. É dando sentido a ela que podemos mudar mundo e toda a realidade que nos circunda.

“Não esperemos que o próximo se torne bom para lhe fazermos bem, que a Igreja seja perfeita para a amarmos, que os outros tenham consideração por nós para os servirmos. Comecemos nós. Isto é acolher o dom da graça.”

Francisco concluiu a homilia citando um episódio que se narra sobre um dos pastores que, pobre, sem nada a oferecer, segura nos braços o Menino Jesus:

“Querido irmão, querida irmã, se as suas mãos lhe parecem vazias, se vê o seu coração pobre de amor, esta é a sua noite. Manifestou-se a graça de Deus, para resplandecer na sua vida. Acolha-a e brilhará em você a luz do Natal.”

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