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Aesa explica como está o caminho das águas da transposição na Paraíba

Da Redação*. Publicado em 4 de dezembro de 2019 às 8:51.

Em entrevista concedida a uma emissora de rádio local, o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), Porfírio Loureiro, afirmou que as águas da transposição do rio São Francisco chegaram a partir do último dia 20 e até esta segunda-feira, 2, encontram-se ainda no açude de Poções.

De acordo com Porfírio, o açude de Poções estava com cerca de 600 mil metros cúbicos e agora já está com cerca de 1 milhão de metros cúbicos, com expectativa de chegada na cota de 2,2 milhões para que assim a água possa ser liberada, através do rio Paraíba, para a cidade de Camalaú.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

Já em relação ao município de Monteiro, no Cariri do Estado, o presidente da Aesa destacou que as águas estão chegando à marca de 2,18 metros cúbicos por segundo e a média esperada era de 4 metros cúbicos por segundo. No entanto, ele afirmou que o Ministério de Desenvolvimento Regional vai ser contatado.

“Com essa vazão de 2 metros cúbicos, a gente só vai ter água em janeiro em Boqueirão, mas temos que entender a importância que é a transposição, em apenas 10 dias conseguimos já sangrar, o açude de São José já está sangrando, o açude de Poções já está com 1 milhão de metros cúbicos a mais, e a gente já já vai colocar água em Camalaú e retomar a captação do sítio Conceição”, completou.

Um outro ponto destacado por Loureiro na entrevista é que os ribeirinhos que estão outorgados pela Aesa com hectares de terras já estão autorizados a iniciar novamente sua irrigação.

Ainda segundo ele, alguns locais no Estado, sem as águas da transposição ainda tinham alguns poços, volumes nos lençóis freáticos, porém, alguns lugares já estavam totalmente secos.

Por fim, Porfírio pontuou que o Açude Epitácio Pessoa está com uma medida que, pelo menos no momento, deixa uma tranquilidade, pois encontra-se dentro do programado, mas é possível que, com essa vazão atual, as águas da transposição só cheguem, realmente, em 2020.

“Possa ser que o Ministério aumente essa vazão, ou ocorra alguma chuva localizada no rio Paraíba, e a gente consiga transpor essa água mais rapidamente”, finalizou.

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