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“Tínhamos um encontro marcado com as prisões alongadas de Curitiba, recorda Gilmar

Da Redação. Publicado em 8 de novembro de 2019 às 20:53.

Nelson Jr./SCO/STF

PABLO RODRIGO

CUIABÁ, MT (FOLHAPRESS) – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em Cuiabá nesta sexta-feira (8) que a discussão sobre a prisão em segunda instância foi influenciada pela própria Operação Lava Jato, que teria utilizado prisões alongadas contra investigados.

Gilmar disse que desde 2016, quando a Corte estabeleceu que o cumprimento de pena ocorreria após decisão em segunda instância, já se previa discutir novamente, o que ocorreu nesta quinta (7), quando por 6 a 5 se decidiu que o réu só pode cumprir a pena após o trânsito em julgado.

“Eu vinha apontando esses desvios já algum tempo. Falei várias vezes em 2016, 2017, nós temos um encontro marcado com as prisões alongadas em Curitiba”.

O ministro ainda responsabilizou a imprensa pela polarização do país nos últimos anos.

“Isso foi obra da imprensa. A imprensa demonizou determinadas pessoas e beneficiou outros, estimulou esse tipo de prática”.

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