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“Vagabundo”, “putaria”, “gangster”… Leia como o diálogo dentro do PSL

Da Redação. Publicado em 18 de outubro de 2019 às 20:55.

Paraíba Online • “Vagabundo”, “putaria”, “gangster”... Leia como o diálogo dentro do PSL

O que o leitor vai ler abaixo parece um ´circo de horrores´.

Mas é a reprodução de partes das vísceras do PSL, uma legenda que cresceu exponencialmente no rastro do ´fenômeno´ Bolsonaro e que abriga uma bancada heterogênea nos costumes, nas práticas políticas e que tem na confiabilidade entre os seus membros uma característica precocemente identificada como manca.

Líder do partido na Câmara Federal, delegado Waldir (GO), sobre o presidente da República: “Vou fazer o seguinte: eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele, eu tenho a gravação. Não tem conversa, eu implodo o presidente, cabô, cara.

“Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo (Bolsonaro), cara. Eu votei nessa porra, eu andei no sol 246 cidades, no sol gritando o nome desse vagabundo”.

Frases de autoria não inteiramente identificada, na reunião da bancada do PSL, cujo áudio foi gravado de maneira secreta e posteriormente divulgado.

“Ele (Bolsonaro) começou a fazer a putaria toda, falando que todo mundo é corrupto (…) A gente foi tratado que nem cachorro desde que ele ganhou a eleição. Nunca atendeu a gente em porra nenhuma (…) Ele só liga na hora que quer fu… alguém”.

O deputado paraibano Julian Lemos tomou parte na reunião.

Eis algumas das colocações por ele verbalizadas.

“O líder do governo hoje, do Centrão, Aguinaldo Ribeiro, é um bandido. É melhor tratar com Lula do que com ele. É o gângster do PP. O camarada mais escroto que conheço.

“Jair não levou mais facadas do que eu. Jair levou uma, eu levei umas cinquenta e estou bem.

“A ´onda´ Bolsonaro não durará para sempre. Aquela ´onda´ Bolsonaro só existiu por vários fatores, desde a facada ao anti-PT. Mas o discurso de bandido bom é bandido morto tem limite”.

Julian Lemos relatou aos demais deputados a conversa que manteve no Palácio do Planalto com o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, sobre a alegada necessidade de destronar o líder do PSL na Câmara (delegado Waldir), razão pela qual o ´golpe´ “tem de sair de hoje para amanhã” – na reprodução feita da expressão usada pelo ministro.

– Eu corri de lá…. Eu não posso fazer isso sem conversar com vocês e com Waldir (líder)… Jair (Bolsonaro) me pedindo uma coisa é foda. Eu simplesmente pedi para cagar e sai. E não voltei mais (…) E ainda vivo metendo o cacete no advogado dele (Jair) – discorreu o deputado.

Em tempo: o advogado do presidente citado é o ex-ministro do TSE Admar Gonzaga.
*fonte: coluna Aparte, com o jornalista Arimatéa Souza

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