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Prefeitura de João Pessoa oferece rede de atendimento para pessoas com deficiência

Da Redação com Secom/JP. Publicado em 15 de outubro de 2019 às 11:40.

As políticas públicas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm sido uma prioridade da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), através da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), com programas, equipamentos e ações que apoiam e reforçam o protagonismo desta população.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 14.475 pessoas com alguma deficiência, seja visual, auditiva ou motora, representando 26% da população do município.

Foto: Secom/JP

Foto: Secom/JP

Um dos locais onde esta população é atendida é o Centro de Referência Municipal para Inclusão da Pessoa com Deficiência (CRMIPD), o primeiro no Brasil a ser de responsabilidade de uma Prefeitura, oferecendo atendimento especializado e multidisciplinar em fonoaudiologia, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, arte terapeuta e psicólogo a pessoas com deficiência onde o trabalho é realizado de forma integrada entre as secretarias de saúde, desenvolvimento social e educação.

Fundado em 2005, o CRMIPD teve sua capacidade de atendimento ampliada em 20% no primeiro semestre deste ano, passando de 500 para 600 pessoas entre crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiência, distúrbio de comportamento e/ou aprendizagem.

Outras ações desenvolvidas dentro do Centro são de valorização, fortalecimento de vínculo familiar e com a comunidade, além de rodas de diálogo, atividades de lazer e acompanhamento de equipes multidisciplinares compostas por que têm à disposição recursos como sala multifuncional, brinquedoteca, teatro e musicoterapia.

“A gestão colocou como uma de suas prioridades as pessoas com deficiência e a Secretaria vem trabalhando para que estas pessoas possam ter atividades e apoio necessário. Nossa preocupação também é estar perto das famílias e prestar o suporte para que elas possam ter as condições de poderem desempenhar suas atividades e saberem que os seus estão bem atendidos pelos equipamentos da Prefeitura”, completou Diego Tavares, secretário de Desenvolvimento Social.

A PMJP também conta com unidades de serviço mais amplos como o Centro-Dia da Pessoa com Deficiência. A unidade oferta serviço às pessoas com deficiência entre 18 e 59 anos, que devido à situação de dependência de terceiros, necessitam de apoio para a realização de cuidados básicos da vida diária, como os autocuidados, arrumar-se, vestir-se, comer, fazer higiene pessoal, locomover-se e outras.

O neto de Neide Diniz está no serviço há apenas dois meses, mas ela já nota evoluções. “Percebi que ele ficou mais calmo, melhorou muito a coordenação motora dele, conseguindo pintar e desenhar, até mesmo a hora do banho ele melhorou, fica menos agitado. Aqui ele tem amigos e as cuidadoras são muito eficientes, cuidam muito bem dele” comemora.

Os profissionais da unidade também realizam atividades de apoio para o desenvolvimento pessoal e social, como levar a vida da forma mais independente possível, favorecendo a integração e a participação do indivíduo na família, no seu entorno, em grupos sociais, incentivo ao associativismo, dentre outros.

O serviço também presta orientação em domicílio, aos cuidadores familiares, incentivando a autonomia da pessoa com deficiência e de seu cuidador familiar e também a inclusão social dos mesmos. Atualmente o Centro Dia atende diariamente cerca de 80 beneficiados que podem fazer uso do serviço em meio período ou período integral.

Foto: Secom/JP

Em junho a PMJP inaugurou o Centro-Dia de Microcefalia, serviço especializado no atendimento de crianças afetadas pela condição neurológica. Com capacidade de atendimento para até 40 famílias, o Centro atende crianças de 0 a 6 anos em duas modalidades de horário, meio período ou integral.

As práticas realizadas no Centro visam fortalecer vínculos e ampliar a função protetiva das famílias, com promoção de sua inclusão, respeito pelo desenvolvimento das capacidades das crianças, preservando suas identidades e de participação na perspectiva da visão coletiva do enfrentamento de barreiras que impedem a igualdade de oportunidade.

As famílias são acompanhadas por assistente social, psicólogo, terapeuta ocupacional, cuidador social e nutricionista, que vão ajudar e apoiar as famílias no estímulo da ingestão assistida de alimentos, higiene e cuidados pessoais com as crianças, fortalecimento de vínculos e atividades de convivência como oficinas de massagem shantala, curso de primeiros socorros e aulas voltadas para que as famílias possam ter uma renda ou complemento dela.

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