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PF investiga vazamento de reuniões do Copom para o BTG

Folhapress. Publicado em 3 de outubro de 2019 às 14:27.

Foto: Agência Brasil

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal e Ministério Público Federal investigam se a cúpula do banco BTG Pactual obteve informações das reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) durante os anos de 2010 a 2012.

Uma operação deflagrada nesta nesta quinta-feira (3) investiga se houve vazamentos dos resultados das reuniões, que definem as taxas de juros básicas do país (Selic), envolvendo agentes públicos do alto escalão do governo federal da época e o banco “em contexto de obtenção de vantagens ilícitas mútuas”, segundo a Procuradoria.

A investigação foi instaurada a partir de colaboração premiada do ex-ministro Antonio Palocci e apura se houve fornecimento de informações sigilosas sobre mudanças na taxa de juros por parte da cúpula do Ministério da Fazenda e do Banco Central, em favor de um fundo de investimento do BTG Pactual.

O banco teria obtido, com as informações, um lucro de dezenas de milhões de reais, informaram os investigadores. A operação investiga os possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, informação privilegiada, lavagem e ocultação de ativos.

O período mencionado abarca tanto as presidências de Henrique Meirelles à frente do Banco Central (2003 a 2010, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva), quanto de Alexandre Tombini no comando da autoridade monetária (2011 a junho de 2016, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff).

Foi feita busca e apreensão na sede do banco, em São Paulo.

As units (grupo de ações) do BTG Pactual chegaram a cair 10% após a divulgação da notícia. Às 11h40, os papéis tinham queda de 6,9%, a R$ 52,14.

O BTG afirma que o fundo nunca possuía um único cotista pessoa física, que nunca foi funcionário do banco ou teve qualquer vínculo profissional com o BTG ou qualquer de seus sócios.

“O Banco BTG Pactual exerceu apenas o papel de administrador do referido fundo, não tendo qualquer poder de gestão ou participação no mesmo”.

O Banco Central ainda não se manifestou.

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