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Colunista destaca a sessão solene em comemoração aos 70 anos da FIEP

Da Redação. Publicado em 27 de outubro de 2019 às 16:37.

Fotos: Josenildo costa/CMCG

Fotos: Josenildo costa/CMCG

Aproveito esta edição para resgatar alguns momentos da sessão solene da Câmara campinense, esta semana, promovida para celebrar os 70 anos de existência da Federação das Indústrias da paraíba – FIEP.

O convidado especial foi o advogado e jornalista Francisco Maria Filho, que vivenciou a trajetória da FIEP – e a evolução da própria cidade – nas últimas décadas, do alto de seus 90 anos de vida.

“Tenho a ousadia de revelar, sem medo de contestação, na condição de testemunha, várias etapas do desenvolvimento de Campina”, iniciou Chico, recordando que nasceu na rua Maciel Pinheiro (Centro), e que “rolei sobre os fardos de algodão na rua Marques do Herval, em frente ao Colégio Alfredo Dantas (Centro)”. 

O jornalista ressaltou que nessa época de apogeu econômico campinense, com o ciclo do algodão, “procurava-se quem queria ocupar um emprego”. 

“Campina era chamada a ´Liverpool´ (cidade inglesa) do Nordeste, por ser o 2º maior centro de comercialização de algodão do mundo”, resgatou. 

Sobre a criação da FIEP (1949), Chico Maria grifou a conquista – mantida até os dias atuais – de Campina de ser “a única cidade do interior do País a sediar a Federação das Indústrias”, citando o marco da primeira presidência da entidade, que teve à frente Domício Veloso. 

Fotos: Josenildo costa/CMCG

Fotos: Josenildo costa/CMCG

Chico realçou outro aspecto marcante na história da FIEP: “Abrir as portas para vários segmentos da sociedade”, na compreensão “de que o bem precisa ser massificado”. 

“FIEP, esta é uma casa do povo”, arrematou.

Autor da propositura que embasou a homenagem à FIEP, o vereador Márcio Melo (DC) registrou que o apoio foi “unânime” dos que compõem a casa legislativa, observando adicionalmente que o prédio da FIEP “também é nosso cartão postal”.

“O sucesso da FIEP é o sucesso da cidade e do Estado”, concluiu.

Em sua saudação aos presentes à sessão, o prefeito Romero Rodrigues afirmou que a entidade “impulsiona o desenvolvimento de Campina”.

Anfitrião e principal homenageado na solenidade, o empresário Francisco Buega Gadelha, presidente da Fiep, disse que o auditório de lá se constitui no ´Palco Paraíba´.

Em resgate histórico, Buega abordou o período de ´clímax´ do algodão, quando “em alguns meses do ano” Campina “arrecadava mais do que o Recife (PE)”.

“Era algo realmente gigantesco”, reforçou, com uma movimentação diária que em alguns dias chegava a 2 mil veículos. 

Foi nessa época que Campina adquiriu a marca de entreposto comercial, porque muitas empresas e distribuidoras se instalaram na cidade para aproveitar justamente a ociosidade da viagem de volta dos caminhões que traziam algodão. 

Fotos: Josenildo costa/CMCG

Fotos: Josenildo costa/CMCG

No tocante à caminhada da FIEP, o seu presidente lembrou que o apoio da entidade serviu para que ocorresse em Campina “o embrião da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste) e do Banco do Nordeste, assim como a incansável mobilização em favor da transposição das águas do Rio São Francisco. 

Nesse momento, Buega fez questão de pontificar “o esforço de Cicero Lucena e de Fernando Catão (ex-ministros do Desenvolvimento Regional) para que houvesse um eixo das águas do ´Velho Chico´ para Campina. 

Ele grifou que “normalmente a cidade não poderia ter crescido tanto”, ao longo das décadas, “porque não tinha água”.

“A minha sensação é a do leve prazer do dever cumprido”, ao receber a homenagem do Legislativo, “porque a Câmara sente o pulsar das ruas, e o seu reconhecimento nos deixa muito felizes”, assinalou o empresário.

O dirigente da FIEP disse à plateia que “os mandatos” à frente da entidade “não me fizeram acomodar”, citando que nos últimos 4 anos o investimento do Sesi e do Senai na Paraíba ultrapassou o patamar de R$ 100 milhões.

Ele acrescentou que nos últimos anos houve construções no Sesi e no Senai superiores a 120 mil metros quadrados”. 

Em seguida, o presidente destacou que “tudo hoje em dia está dentro da perspectiva da indústria do amanhã”.

Buega aproveitou para registrar que “nunca estivemos numa situação financeira tão confortável quanto a atual”, apesar da conjuntura nacional adversa, mas por consequência de ajustes promovidos gradualmente.

Fotos: Josenildo costa/CMCG

Fotos: Josenildo costa/CMCG

“Levo pedradas, mas sigo realizando, com muito amor, para que tenhamos uma Paraíba grande”, grifou.

Por derradeiro, Francisco Buega externou a sua “verticalidade de princípios e horizontalidade de propósitos. O meu País é o Brasil, e minha terra é esta”.

*Fonte: Coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza

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