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A emoção dos brasileiros na cerimônia de canonização de Irmã Dulce

Da redação com Folhapress. Publicado em 13 de outubro de 2019 às 11:25.

MICHELE OLIVEIRA E LUCAS FERRAZ
CIDADE DO VATICANO (FOLHAPRESS) – Bandeiras da Bahia e do Brasil, camisas verde amarelas e uma animação que sobressaía em relação às demais nacionalidades presentes na missa no Vaticano: os brasileiros, particularmente os baianos, estiveram em peso neste domingo (13) na canonização da agora Santa Dulce dos Pobres.

Muitos dos presentes na praça de São Pedro, onde o correu a cerimônia, conviveram de perto com a freira baiana Irmã Dulce (1914-1992), a primeira santa genuinamente brasileira, canonizada no terceiro processo mais rápido da história da Igreja Católica -atrás apenas do papa João Paulo 2º e de Madre Teresa de Calcutá.

A soteropolitana Maria Silvana Gonzalez Cal, 58, viajou a Roma por meio de uma agência de viagens de Salvador que organizou um pacote e que vai destinar parte do dinheiro à seção de oftalmologia da hospital criado pela religiosa em Salvador.

Maria Silvana conheceu a freira ainda criança. “Minha mãe costumava fazer doações para ela. Eu dançava música espanhola à época e, uma vez, quando ela estava doente, fizemos uma apresentação no quartinho dela”, disse.

Foto: Ascom

Foto: Ascom

Ela conta ter superado dois problemas de saúde graças à fé na conterrânea. “Tive uma leucemia aguda há 21 anos. O médico me deu poucos dias de vida e estou aqui. No meio do tratamento, tive um infecção por um fungo proveniente dos pombos. O médico que me operou disse que eu ficaria fanhosa. Fiz uma oração especial à Irmã Dulce e não fiquei fanhosa”.

Ela afirmou que fez questão de vir a Roma, acompanhada pelo marido, para homenagear e agradecer a uma pessoa que tanto fez por ela e pela Bahia.

“Sua história de vida é tocante. Ela viveu para o outro”, acrescentou.

A médica Marília Sentger, 61 anos, também conviveu com a irmã em Salvador. Segundo ela, foi a religiosa quem assinou pela primeira vez sua carteira de trabalho -quando ela estava ainda na universidade, no 5º ano de medicina.

“Viemos passar uma semana em Roma para acompanhar esse momento histórico”, disse. “E também para demonstrar nossa gratidão”.

Ela estava com um grupo de baianos que chegou à Praça de São Pedro 6h da manhã -já havia fila nesse horário. A movimentação era grande nas ruas adjacentes ao Vaticano e nas estações do metrô de Roma horas antes do início da cerimônia, quando o dia ainda não havia clareado. Eles conseguiram um bom lugar na plateia, não muito distante do altar armado onde o papa Francisco celebrou a missa.

As baianas Maria de Oliveira, 29, e Sheila Weber, 42, que faziam parte do grupo, trabalhavam como voluntárias na Obras Sociais Irmã Dulce. “É sempre uma comoção tudo relacionado a ela. A festa em Salvador será histórica. Será o maior público da Fonte Nova, maior do que um BaVi [referência ao clássico Bahia x Vitória]”, comentou.

Renata Cerqueira, 34, que mora em Lisboa há três anos, é outra que viajou para a Itália exclusivamente para acompanhar a missa de canonização. Ela mostrava no devotos de irmã Dulce.

O papa Francisco percorreu a Praça São Pedro cumprimentando os fieis presentes.

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