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155 anos: professor conta a história da Rainha da Borborema

Da Redação. Publicado em 11 de outubro de 2019 às 17:52.

Foto: Ascom - Arquivo

Foto: Ascom – Arquivo

“Ao que é de místico no fato de viver e morar nesta cidade. Há um certo transporte espiritual que faz de Campina Grande mais do que uma cidade onde nasceu ou mora um cidadão. É como se ela fosse a própria pátria. Tu és brasileiro? Sim! Eu sou campinense.” Rômulo Araújo Lima.

Assim homenageou o professor Noaldo Ribeiro, ao citar o trecho deste texto, durante entrevista concedida, nesta sexta-feira, 11.

O bacharel em Ciências Sociais, falou sobre o 155º ano da emancipação política de Campina Grande, ao enaltecer a história da cidade, carinhosamente chamada de ‘Rainha da Borborema’.

-O ato de emancipação, acontecido em 1864. Foi um mero ato político, onde a cidade passou a ter uma estrutura administrativa, e o seu desenvolvimento foi bastante lento. Campina Grande só começa a se desenvolver em 1907, com a chegada do trem, durante a gestão de um prefeito dinamarquês, o Cristiano Lauritzen- explicou.

Ainda durante a entrevista, o professor abordou o desenvolvimento econômico da cidade, referência no setor de produção de algodão.

-Na Bahia aconteceu o Ciclo do Cacau, no Amazonas o Ciclo da Borracha, e em Campina Grande, que é um cidade atrevida, teve o Ciclo do Algodão. Campina Grande chegou a concorrer com Liverpool [Inglaterra]. O Ciclo do Algodão propiciou a reforma da urbana, que teve um lado não tão bom por ter destruído a arquitetura colonial da cidade, mas, foi criada o ‘art decó’, que volta à moda no Rio de Janeiro e Nova York, o de Campina Grande não é imponente, mas, é compacto. Campina é uma referência em ‘art decó’- ressaltou.

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