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Secretária de Saúde de Campina Grande responde sobre atrasos em exames e consultas

Da Redação. Publicado em 9 de setembro de 2019 às 17:38.

Foto: Paraibaonline

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Após reclamações veiculadas em emissoras de rádio, vindas de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Campina Grande referente ao atendimento das unidades de saúde do município, principalmente atrasos em exames no Hospital Universitário Alcides Carneiro, o superintendente do HUAC, Homero Rodrigues, explicou que a unidade hospitalar não realiza as marcações e passou a bola para a Secretaria Municipal de Saúde.

Luzia Pinto, secretária responsável pela Pasta, concedeu, na manhã desta segunda-feira, 9, uma entrevista à Correio FM, e esclareceu algumas dúvidas ligadas aos questionamentos do pacientes e as afirmações do superintendente do HU. De acordo com ela, é importante lembrar que o Sisreg só marca as vagas disponibilizadas pelo próprio HU.

A secretária ressaltou que o Alcides Carneiro informa, no final de todos os meses, a quantidade de vagas, o profissional disponível e sua especialidade médica, e, segundo ela, a Secretaria trabalha em cima desse número.

Luzia explicou que a unidade hospitalar é só uma das prestadoras, e que existem clínicas e laboratórios privados que também realizam exames e consultas em parceria com a rede municipal, além da própria rede que inclui os centros de saúde de policlínicas.

Um fato destacado pela representante é que há uma demanda maior que a oferta de serviços e isso sempre vai existir, levando em conta, principalmente, que algumas especialidades não possuem o quantitativo de profissionais suficientes.

– Para você ter ideia, vamos para um exame como ressonância magnética. O Ministério da Saúde diz que nós temos direito a 46 exames no mês. Ele faz uma conta baseada na população e são 46 ao mês. Hoje, nós liberamos em média de 280 a 320 ao mês. Então, o que nós liberamos por mês é praticamente o que se tem direito durante todo o ano – pontou.

Luzia ressaltou também que, muitas vezes, o paciente não comparece ao dia marcado, somando uma abstinência de 40%, desde consultas médicas a exames de maior complexidade, e ainda segundo ela, há pessoas que não vão nem buscar os exames.

A secretária explicou que Campina Grande atende hoje cerca de 157 municípios exatamente nos exames de média complexidade.

Ela disse também que os casos de urgência têm prioridade para realização e entrega dos exames, mas que em casos mais simples, os exames não chegam a 60 dias para serem entregues.

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