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Secretária de saúde de Campina Grande explica falta de médicos em unidades de saúde

Da Redação. Publicado em 9 de setembro de 2019 às 23:13.

Paraíba Online • Secretária de saúde de Campina Grande explica falta de médicos em unidades de saúde

Em entrevista concedida à Rádio Correio FM, a secretária de saúde do município de Campina Grande, Luzia Pinto, respondeu algumas críticas, referente ao atendimento da rede municipal de saúde. Dentre os assuntos comentados, estava a ausência de médicos nas unidades da Rainha da Borborema.

De acordo com a secretária, das 107 equipes de atendimento, oito ou nove estão sem médicos devido a rotatividade profissional, ainda de acordo com ela, a falta de médico é habitual, tendo em vista que quase nunca há profissionais suficientes.

Luzia explicou que a secretaria realiza chamamentos e chamadas nas redes sociais para atrair profissionais da saúde, mas que há dificuldades nessas contratações. Segundo ela, normalmente, turmas concluintes da UFCG e Facisa são contratadas e completam as equipes, mas logo iniciam as provas de residência médica e os profissionais vão saindo novamente.

Ainda segundo Luzia, no Brasil não há uma política de valorização para o profissional da atenção básica da saúde, desde médicos a técnicos de enfermagem.

A secretária contou que o salário não é atrativo, tendo em vista que a Secretaria Municipal de Saúde campinense cobra uma carga horária, e, muitas vezes, esses profissionais recebem ofertas em municípios vizinhos que não cobram tanta carga horária e oferecem um salário maior.

Ela explicou também que como Campina Grande tem uma população acima de 35 mil habitantes, os recursos financeiros disponibilizados para a cidade são menores, totalizando cerca de R$ 8.350, que cidades com população inferior a 35 mil, que angariam por volta de R$ 12 mil.

– E esse valor é incluindo médicos, técnicos de enfermagem e enfermeiros. Enquanto nós recebemos menos de R$ 9 mil, só esses três profissionais com os encargos trabalhistas, ficam em torno de R$ 22 mil. Então, cada equipe deixa um deficit só de pessoal, em torno de R$ 13 mil. É difícil – finalizou.

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