Quantcast

Fechar

logo

Fechar

Questão do Semiárido será debatida na Feira Literária de Boqueirão

Da Redação com Ascom. Publicado em 11 de setembro de 2019 às 11:02.

Pensar a tecnologia a serviço do Semiárido brasileiro para promover a igualdade e sustentabilidade socioeconômica.

Com esses desafios será realizada uma Oficina durante a Feira Literária de Boqueirão, que acontecerá de 11 a 14 de setembro.

A Oficina “Questões Tecnológicas no Semiárido Brasileiro: o caso Paraíba” tem como objetivo retomar o debate em torno das políticas de desenvolvimento regional no Semiárido brasileiro, perpassando pelas questões hídricas, industrialização via incentivos fiscais e implementação do primeiro complexo de alta tecnologia na região Nordeste.

De acordo com a Doutora Andrea Azevêdo, as primeiras décadas do século XX foram marcadas pelas discussões em torno das desigualdades regionais, que tinham como um dos principais focos o Nordeste, considerada uma das regiões mais atrasadas do país.

A escassez hídrica era apontada como o principal fator desse atraso. As primeiras ações tiveram como norte a política de soluções hidráulicas, que visavam criar condições de armazenamento de água na região.

Segundo o Professor Doutor Leonardo Alves, sem conseguir atingir os resultados esperados com a política de soluções hidráulicas, as ações do Estado se concentraram em outras estratégias de desenvolvimento regional.

Na década de 1960, o Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste (GTDN), tendo à frente Celso Furtado, foi praticamente a primeira tentativa de elaboração de um planejamento de desenvolvimento regional no Brasil voltado para o Nordeste. O documento do GTDN serviu de base para a criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em 1959.

Para o Professor Doutor Hermes Tavares, embora a Sudene incentivasse a industrialização da região, as políticas públicas não conseguiram se desvincular da questão da escassez hídrica, evidenciando o paradigma de “combate às secas”, que predominou em quase todo o século XX.

A mudança de paradigma para “convivência com o Semiárido” teve início nos anos de 1980, ganhou força nos anos de 1990 e se consolidou nos anos de 2000.

Nesta perspectiva, Campina Grande, localizada no interior da Paraíba, que na década de 1960 recebe um grande número de empresas via incentivos fiscais da Sudene, assumiu um novo modelo de desenvolvimento através da produção da alta tecnologia.

Contemplada em 1984 com a instalação de um entre os cinco primeiros parques tecnológicos do Brasil, a cidade passou a ser vista como um polo de tecnologia.

Share this page to Telegram
Matérias Relacionadas

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube