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Governador João Azevedo: “Eu não tenho pretensão de presidência de partido”

Da Redação. Publicado em 15 de setembro de 2019 às 22:13.

Foto: Ascom

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Quatro dias depois de a Executiva Nacional do PSB ter consumado a intervenção no comando partidário na Paraíba, João Azevedo se pronunciou, sexta-feira última, acerca dessa disputa partidária.

Foi na cidade de Santo André, no Cariri, para onde se deslocou com a finalidade de autorizar a pavimentação da rodovia que liga a cidade mencionada a Juazeirinho.

Conforme jornalistas presentes, o governador tinha a companhia do senador Veneziano Vital, de 12 deputados e de 22 prefeitos.

Leia trechos de suas declarações.

“Não se trata de gostar ou não gostar. Qualquer medida que o partido tenha que adotar, tem que ser de forma democrática. A saída tirada, a dissolução – pode chamar o nome que for, a intervenção, o golpe -, não me interessa o nome que seja dado, foi feito de forma antidemocrática. 

“Na verdade, não é compreensível que, pelo fato de o presidente (do PSB/PB, Edvaldo Rosas) ter sido nomeado secretário de Estado, que tenha se criado essa celeuma toda. 

“É claro que devem ter outros motivos por trás disso, e que não foram ditos até agora. Mas não podemos entender como é que o presidente (nacional, Carlos Siqueira) do partido recebe uma relação, que, segundo ele, está lá com ele, mas nunca disponibilizou para quem quer que seja. 

“Várias pessoas que assinaram a lista pediram para tirar o nome e não foram atendidas, dizendo que era irreversível. Ora, às vezes um senador assina um pedido de CPI e muitas vezes pede para tirar a sua assinatura… Muito mais um documento interno de um partido. Então são essas coisas que não são democráticas, e que geraram toda essa celeuma.

“O PSB é um partido muito grande, que tem uma história. E é o partido que terá que encontrar uma saída. 

“Antes de ser colocado o meu nome na comissão (provisória), eu já tinha mandado uma carta para a presidência (nacional do PSB) dizendo que não aceitaria participar de nenhuma comissão provisória.

“O (meu) nome foi colocado – talvez – numa tentativa de constranger, para que eu dissesse que não aceitaria, e saísse com a pecha de intransigente. Mas eu não tenho essa preocupação. A forma como foi tirado Edvaldo Rosas não foi uma forma democrática. 

“Se era a presidência do partido que alguém (não citou o nome de Ricardo Coutinho) estava almejando, bastaria um telefonema ou uma reunião interna que teria sido resolvido. 

“Se o ex-governador queria ser o presidente do partido, bastaria uma ligação para mim e para Edvaldo dizendo que queria assumir. Porque, afinal de contas, nesses últimos anos todos, ele foi, indiretamente, o presidente do partido. 

“As coisas foram conduzidas por ele durante todo esse processo. Nós construímos um projeto conduzido por ele, como líder maior. Então, que história é essa?

“A deputada Cida Ramos veio me perguntar por que eu era contra Ricardo ser presidente do partido. E eu perguntei a ela onde ela tinha encontrado essa declaração dita por mim. Eu nenhum momento eu disse isso! O que eu disse, claramente, é que eu sou contra a forma como foi retirado Edvaldo, que é outra coisa.

“Agora, Ricardo ser presidente do partido, ele todo o direito. Isso não me incomoda. Agora, também não me calarei de dizer que foi uma forma antidemocrática. 

“É importante que cada um respeite a história que tem o outro. 

“Eu não tenho pretensão de presidência de partido, nem pretensão de comandar partido. Essa não é a lógica (…) Governo é governo, partido é partido”.

* fonte: coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza e publicada no paraibaonline.com.br

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