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Em ‘desagravo à Ancine’, UFPB exibe filme sobre Bruna Surfistinha

Da Redação com Ascom. Publicado em 7 de setembro de 2019 às 13:02.

O filme ‘Bruna Surfistinha’, do diretor Marcus Baldini, terá uma exibição especial nesta quarta-feira, dia 11, às 18h30, no Cine Aruanda do CCTA-UFPB. A sessão faz parte das atividades do Projeto do Extensão ‘Aruandando no Campus’, com chancela desta vez da Associação dos Docentes da UFPB (ADUF) e apoio dos departamentos de Cinema e Mídias Digitais da instituição.

Antes do longa-metragem, será exibido o curta-metragem ‘Kohbak – A maldição da câmera vermelha’, de Lúcio Vilar, que trata da exoneração sumária do cineasta Linduarte Noronha dos quadros da UFPB logo em seguida ao golpe de 1964, o que não deixa de compor um recorte sobre o processo de ‘caça às bruxas’ desencadeado no interior da universidade, naquela época, e que resultou em dezenas de demissões e expurgo de servidores, docentes e alunos.

“Foi um desmonte cultural generalizado e isso é pouco conhecido das novas gerações, daí a importância de rever esse documentário que já tem dez anos de sua realização, mas, por incrível que pareça, novas ações e intimidações nos levam de volta a esse passado abjeto que imaginávamos superado”, disse Vilar a respeito dessa exibição antes do filme principal.

E é exatamente este o sentido dessa atividade que terá caráter de ‘desagravo à Agência Nacional de Cinema (Ancine)’, que enfrenta, nesse momento, ataques sucessivos à sua autonomia e funcionamento enquanto órgão de fomento e regulador das atividades cinematográficas e audiovisuais no país.

Segundo o diretor da ADUFPB, Marcelo Sitcovsky, que participará do debate após a exibição do filme, iniciativas como essa sempre terão o apoio da entidade. “É fundamental a defesa das liberdades democráticas, da produção do conhecimento e da produção artística. E, neste momento, o Brasil vive uma das piores fases da sua história, considerando a tentativa por parte do governo de intimidar e censurar a criação estética, a produção do conhecimento. E estaremos sempre à frente da defesa das liberdades democráticas”, declarou.

Logo em seguida à exibição de “Bruna Surfistinha”, será realizado um debate que reunirá na mesa os professores Fernando Trevas (Cinema), Marcelo Sitcovisck (Serviço Social), Sandra Luna (Letras), Abraão Bahia (Fórum do Audiovisual) e Lusa Maria Silva (Associação de Prostitutas da Paraíba).

A ideia é refletir sobre as novas tentativas de ingerência na produção audiovisual brasileira a partir de um viés conservador que se se configura, na prática, como censura, o que representa um retrocesso gravíssimo que precisa ser repelido pela academia e por todos os segmentos da sociedade civil empenhados na defesa da democracia e do Estado de Direito.

Sinopse

Bruna Surfistinha

Raquel Pacheco era uma jovem da classe média paulistana, que estudava em um colégio tradicional da cidade. Certo dia ela tomou uma decisão surpreendente: saiu de casa e resolveu virar garota de programa. Com o codinome “Bruna Surfistinha”, Raquel viveu diversas experiências profissionais e ganhou destaque nacional ao contar suas aventuras sexuais e afetivas em um blog, que depois virou um livro e tornou-se um best seller.

 

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