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Comandante diz que problemas no Lar do Garoto contribuem para a fuga de internos

Da Redação*. Publicado em 17 de setembro de 2019 às 8:23.

O comandante do 10º Batalhão de Polícia Militar da Paraíba, tenente-coronel Francimar Vieira Lins, falou, durante entrevista concedida a uma emissora de rádio local, sobre a fuga de 10 internos do Centro Educacional Lar do Garoto, localizado na cidade de Lagoa Seca, no Agreste paraibano, na última sexta-feira(13).

Essa é a segunda fuga registrada no local neste mês.  No dia 3 de setembro a Polícia Militar registrou a fuga de cinco internos, que foram recapturados.

Dos 10 adolescentes que fugiram do Lar do Garoto na última semana, a Polícia Militar recapturou sete internos.

Foto: Paraibaonline

Entretanto, Francimar comentou que a estrutura precária do local e a legislação que não inclui agentes socioeducativos no rol de concessão de porte de arma de fogo contribuem para as fugas.

– A questão do menor é complicada. Há uma série de questões que têm que ser avaliadas em relação ao Lar do Garoto. A primeira delas é em relação às instalações, a edificação é antiga e, por se tratar de uma instituição que agrega menores, não tem o mesmo rigor de uma estrutura de maiores. Por exemplo, não temos nenhum dispositivo de cerca elétrica porque não pode e internamente todos os agentes socioeducativos não usam arma de fogo – disse o comandante.

Além disso, Lins questionou como os internos têm acesso a instrumentos que facilitam as fugas.

– Falta rotina e falta fiscalização interna. Temos um número considerável de agentes socioeducativos lá dentro. Alguém explique para mim como é que um menor tem acesso a barra de ferro, a instrumentos que possibilitem abrir as paredes e quebrar as celas – ressaltou.

Por fim, o tenente-coronel explicou que a responsabilidade da Polícia Militar é com a segurança externa do centro educacional.

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