Fechar

logo

Fechar

CMCG entrega título de cidadania ao presidente do Ipsem e ao gerente do INSS

Da Redação. Publicado em 9 de setembro de 2019 às 13:03.

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, na noite da última sexta-feira, uma sessão solene para a entrega do título de cidadania campinense ao presidente do Ipsem, Antonio Hermano de Oliveira, e ao atual gerente executivo do INSS na cidade, Jobson de Paiva Silveira.

As proposituras foram apresentadas pelo ex-vereador (e ex-vice-prefeito José Luiz Júnior) e pelo vereador Márcio Melo, respectivamente. No primeiro caso, a aprovação ocorreu há 24 anos.

Foto: Josenildo Costa

Foto: Josenildo Costa

Diante da impossibilidade de José Luiz comparecer à solenidade, a saudação ao novo campinense ficou a cargo do vereador Álvaro Farias (PSC), que citou as raízes de Hermano na cidade de Bonito de Santa Fé, no Sertão paraibano, e o acúmulo de serviços por ele prestados à cidade e ao Estado.

“É uma justa honraria, para coroar os êxitos de seus serviços prestados”, grifou Álvaro.

Servidor do INSS, Renato Morais Mousinho fez referência aos dois colegas de Instituto – Hermano (já aposentado) e Jobson -, e enfatizou que “se o INSS fosse um País, seria o quarto mais populoso” da América do Sul.

O vereador Márcio Melo (PSDC) leu para a plateia o currículo já denso de Jobson, apesar de sua pouca idade, e convidou Hermano para completar a saudação ao seu ex-colega de Instituto.

Presente à sessão, a mãe de Jobson, Bernadete de Paiva Matos Sales, recordou para os presentes a luta e as dificuldades para “manter o filho na escola”, mas que ambos enfrentaram as adversidades “com toda garra”.

Francisco Petruci Petrulio Oliveira, irmão de Hermano, agradeceu “por tudo que você fez pelos irmãos. Sempre temos você como um espelho. Esse é um momento de alegria para todos nós”.

Em rápido pronunciamento, Hermana Caroline (filha de Hermano), afirmou que seu pai “é um exemplo de pessoa, de pai, de avô e de profissional. Nós ensinou a crescer através dos estudos. É um exemplo de vida e de dedicação”.

Foto: Josenildo Costa

Foto: Josenildo Costa

Presente à sessão solene, o prefeito Romero Rodrigues disse que Hermano “tem, de fato, uma larga folha de serviços prestados à Paraíba”.

“Ficamos felizes quando a Câmara Municipal acerta nas escolhas”, emendou.

Na presidência dos trabalhos, a vereadora Ivonete Ludgério (PSD) se reportou a Jobson e disse que é motivo de satisfação testemunhar “um jovem talentoso sendo reconhecido por Campina e recebido como filho”.

Sobre Hermano, Ivonete observou que ele possui “uma família linda, em todos os sentidos”.

O vereador Janduy Ferreira (Avante) – também natural de Bonito de Santa Fé – citou que os 24 anos entre a concessão do título de cidadania e o recebimento naquela noite da comenda demonstram que Hermano acumulou nesse período muitas iniciativas para reforçar ainda mais a homenagem.

Servidor aposentado do INSS, o médico Rafael Holanda disse que os seus ex-colegas de INSS (Jobson e Hermano) sempre adotaram “um respeito mútuo pela Previdência”, registrando em seguida que os servidores do INSS “nunca foram vistos com bons olhos pelos governos”.

Holanda disse que na convivência com Hermano “aprendi a respeitar a agressividade (de alguns segurados) e a responder com o perdão”.

“Nos tornamos extremamente amigos”, pontificou Rafael, para acrescentar que a homenagem ali celebrada “é uma comenda pelos serviços prestados à comunidade”.

Por fim, o médico compartilhou com uma frase que sempre repete ao se deparar com Hermano Oliveira: “Um dia vai e outro vem. E, se ficar, vai também. Um dia é do riso, outro é da dor”.

O vereador Marinaldo Cardoso (PRB) atestou que “vejo em Hermano a segurança que ele nos passa como presidente do Ipsem”.

Em seu discurso de agradecimento pela cidadania campinense, Jobson citou inicialmente que veio de Pernambuco para a Paraíba “por motivos financeiros”.

“Campina tem em mim um leal forasteiro”, adendou.

Foto: Josenildo Costa

Foto: Josenildo Costa

Jobson revelou aos presentes que aquele instante de celebração “vai resignificar a minha vida”, porque concretizava-se naquele momento algo pouco comum: o reconhecimento de sua trajetória “no começo da minha caminhada profissional”.

“A força dos anos fala mais forte. Os colegas (do INSS) ajudaram a construir essa instituição e a torná-la mais forte na Paraíba”.

Foi dessa maneira que Hermano Oliveira iniciou o seu discurso, em saudação a vários ex-colegas do INSS que estavam presentes, órgão no qual ocupou vários cargos, entre os quais a chefia de benefícios e a gerência executiva em Campina Grande.

Ele disse que “agradeço a Deus por me dar vida, saúde e paz”. E contou que antes de fazer carreira na Previdência Social foi servidor concursado dos Correios, o que o levou a trabalhar no distrito de Galante e, posteriormente, a constituir família com Isabel, que residia no local.

“Meu maior patrimônio são os meus cinco filhos”, grifou.

Ao fazer o seu histórico profissional, Hermano elencou os vários cargos exercidos no INSS e as adversidades que enfrentou para colocar em prática o processo, definido pela direção geral do INSS, de descentralização das agências.

Adiante, Hermano relembrou que assumiu a presidência do Ipsem “com muitas dificuldades”.

“A previdência municipal é mais complexa e dificultosa, e com recursos limitados”, sublinhou.

Hermano afirmou que “estamos vivendo uma época de extremas dificuldades, por conta da reforma (previdenciária). E isso gera uma dificuldade adicional para os regimes próprios”, que se constituem “no grande gargalo e no maior problema” para a atual fase reformista.

“Espero que as coisas caminhem para o bem da Nação”, assinalou.

O presidente do Ipsem ressaltou para as autoridades presentes e convidados que “não sou contra nem a favor da reforma. Mas ela é necessária, imprescindível e inadiável. É preciso pensar nas próximas gerações”.

Segundo ele, “ninguém quer se indispor com a população e chega-se ao ponto que chegamos. Por isso, é preciso uma reforma estrutural. Temos que fazê-la, infelizmente”.

Na parte conclusiva de sua fala, Hermano recordou do seu pai (Lourival Leopoldino de Oliveira), que renovadamente proclamava para os filhos: “Só tem uma saída para nós: estudar, estudar e estudar”.

“Era um homem à frente do seu tempo: um autodidata que estudava à base de lamparina”, arrematou.

Ao receber a comenda inerente à cidadania campinense, Hermano Oliveira foi saudado com um inesperado coro: seus netos presentes gritando “Viva vovô!”

Share this page to Telegram
Matérias Relacionadas

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube