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Em emergentes, usuários de redes sociais interagem mais com grupos diferentes

Folhapress. Publicado em 25 de agosto de 2019 às 16:44.

Foto ilustrativa: Reprodução internet

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PAULA SOPRANA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Usuários de smartphones em países emergentes, em especial os que têm redes sociais, dizem que estão mais expostos a pessoas com diferentes formações e origens, além de estarem mais conectados a amigos que não veem pessoalmente, diz estudo do Pew Research Center publicado na quinta (22).

A pesquisa comparou grupos com smartphones e redes sociais a grupos sem celular ou com aparelhos menos sofisticados. Ouviu mais de 28 mil adultos de 11 países: Colômbia, Índia, Jordânia, Quênia, Líbano, México, Filipinas, Tunísia, África do Sul, Venezuela e Vietnã.

Cidadãos com smartphones relataram mais exposição a pessoas de diversos grupos religiosos do que os com celulares menos sofisticados ou sem celulares.

Na Tunísia, 46% dos entrevistados que têm smartphone dizem interagir com diferentes grupos religiosos. No grupo sem smartphone, apenas 29% informam o mesmo.

Outros estudos já apontaram para dinâmicas nas redes sociais que motivam as pessoas a enxergar e a endossar opiniões que reforçam as suas. Essa pesquisa, no entanto, trata de grupos que nem sequer socializam por meio de tecnologia digital.

A maior parte dos usuários de smartphones tende a interagir regularmente com pessoas que têm opiniões políticas, renda e raça diferentes das suas. No México, a tendência vai de 54% (do grupo que tem smartphones) para 30% (do grupo que não tem).

Os pesquisadores ressaltam que “os resultados não mostram com certeza que os smartphones ou as redes sociais são a causa de as pessoas sentirem que têm mais diversidade em suas vidas”.

Outras questões mostram que os dispositivos móveis e as redes estão ampliando a vida social das pessoas. Apesar disso, a maior parte dos entrevistados nos 11 países diz encontrar fisicamente só com metade ou menos das pessoas com quem mantem contato pelo celular.

Uma média de 46% dos entrevistados com conta no Facebook relata não encontrar ou encontrar poucas vezes os “amigos” da rede social, comparado à média de 31% dos usuários que dizem ver os amigos pessoalmente.

O gênero desempenha um papel no que as pessoas fazem com seus dispositivos móveis e como estão expostas a pessoas e informações diferentes, segundo o estudo.

Homens são mais propensos do que as mulheres a dizer que encontram pessoas que são diferentes deles, seja em raça, política, religião ou renda. Eles também tendem a procurar mais informações sobre os serviços do governo e obter notícias e informações políticas.

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