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Reforma da Previdência: deputada teme acontecer no Brasil o mesmo que no Chile

Da Redação*. Publicado em 17 de julho de 2019 às 10:55.

Com a aprovação em primeiro turno da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, cabe a esperança de que algumas alterações aconteçam no texto base da matéria. É o que espera a deputada estadual Estela Bezerra, que fez duras críticas à reforma, a qual considera uma deformação social e não uma reforma.

“Nós temos a pior reforma previdenciária que o país já fez. É uma coisa vergonhosa, mas eu tenho muita esperança que a gente possa mudar esse estado de coisas, mas, até lá, penso que nós teremos um aumento de suicídio de pessoas que estariam para se aposentar, a exemplo do que já aconteceu no Chile, por conta dessa reforma”, enfatizou.

A redução no valor das pensões e aposentadorias está provocando uma onda crescente de suicídios no Chile. O Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), publicou estudo mostrando que entre 2010 e 2015, 936 adultos maiores de 70 anos tiraram sua própria vida. Com isso, o país ocupa atualmente a primeira posição entre número de suicídios na América Latina.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

Conforme a deputada, a reforma exige esforços cada vez maiores de quem já trabalhou a vida inteira. “É impossível para um trabalhador entender que faltava cinco anos para ele se aposentar ganhando R$ 1.400,00 e com esta reforma, a pessoa vai trabalhar mais dez anos e só vai receber R$ 1.200,00 de aposentadoria. É impossível também saber que não se terá mais 100% de pensão, mas apenas 60%, que poderá ser inferior ao salário mínimo”, explicou.

Para Estela Bezerra, a Previdência é a maior política que se tem e que vai ter um impacto imenso nos 72% de municípios paraibanos, cujo Fundo de Participação dos Municípios é  menor do que recebe de Previdência. Ou seja, o município que tem o percentual de 0.6 e que receberia R$ 15 milhões ao ano de FPM, recebe ao todo quando junta pensionistas e previdenciários, R$ 60 milhões.

“Imagine perder essa receita dentro do seu município, que mexe com a padaria, com a feira, com a farmácia, que move a economia do município. Então, nós estamos falando do aumento da miséria e da pobreza no nosso país, e esses políticos que estão como representantes na Câmara Federal tiveram o descaramento de aprovar essa reforma, essa deforma da previdência.”, argumentou.

A deputada se disse ainda não satisfeita, mas feliz porque o seu partido, o PSB, fechou questão em relação à matéria para votar contra, e os outros deputados não tiveram o menor compromisso de perceber o quanto essa reforma vai impactar negativamente na vida das pessoas.

“São coisas gravíssimas, mas eu acredito que alguma coisa deve mudar, porque se não fosse assim, eu não estaria na política, não estaria fazendo a luta que faço”, completou a deputada socialista.

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