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Índice de infestação do Aedes aegypti aumenta em Campina com período de chuvas

Da Redação com Codecom/CG. Publicado em 10 de julho de 2019 às 8:36.

A Secretaria de Saúde de Campina Grande divulgou esta semana o 3º Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa).

De acordo com o resultado, o número de residências com focos do mosquito é de 7,7% do total de imóveis vistoriados na cidade. De acordo com a Coordenação de Vigilância Ambiental, o índice elevado é consequência do período de chuvas.

Foto: Codecom/CG

Foto: Codecom/CG

O levantamento foi realizado entre os dias 1 e 5 de julho. O LIRAa anterior, feito em abril, tinha sido de 5,6%.

Contudo, no comparativo com os mesmos períodos de anos anteriores, o levantamento deste mês de julho está dentro da média histórica, uma vez que o resultado sempre é mais alto neste período em função das chuvas, o que favorece o acúmulo de água e a reprodução dos mosquitos.

Apesar disso, o índice aponta para o alto risco de proliferação das doenças provocadas pelo Aedes, o que chama a atenção da população para a necessidade de intensificação do combate ao mosquito.

“Precisamos estar vigilantes, atentos aos nossos quintais e até mesmo aos locais que possam acumular água nas ruas. Vamos intensificar as ações de combate e de conscientização da população”, disse a coordenadora de Vigilância Ambiental, Rossandra Oliveira.

O bairro com o maior índice foi a Liberdade, onde 13,1% das casas apresentaram focos. Curiosamente, o bairro era um dos que tinham os menores índices no início do ano, quando apresentou apenas 0,7%. “Isso é prova de que não se pode descuidar, mesmo quando os resultados são favoráveis”, avaliou Rossandra.

Outros nove bairros também apresentaram índices superiores a 10%. Estação Velha, Sandra Cavalcante, Tambor e Vila Cabral foram os bairros com os menores resultados, apresentaram apenas 1,6% de focos em todos os imóveis visitados pelos Agentes de Combate às Endemias.

A secretaria vem realizando diversas atividades de conscientização da população e de combate ao mosquito.

Foto: Codecom/CG

Foto: Codecom/CG

A pasta criou, por exemplo, o programa Denguezapp, que soluciona centenas de casos denunciados de focos do mosquito. Também foi reimplantado o serviço do carro fumacê no município e, no ano passado, foram recolhidas 275 toneladas de pneus das ruas e realizados 56 mutirões de orientação e combate, distribuição de hipoclorito de sódio e piabas para reservatórios.

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