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Governador e dois ex-presidenciáveis querem a ´cabeça´ de Sérgio Moro

Folhapress. Publicado em 29 de julho de 2019 às 17:24.

 

Foto: montagem/Paraibaonline

Foto: Montagem/Paraibaonline

MÔNICA BERGAMO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos (PSOL-SP), assinam uma nota defendendo a liberdade de imprensa e pedindo o afastamento do ministro Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol de suas funções.

O documento também é subscrito pelo ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, o ex-senador Roberto Requião e a ex-candidata à vice-presidência da República Sônia Guajajara.

A nota se baseia em atos e falas de representantes do governo federal decorrentes da publicação de mensagens, pelo site The Intercept Brasil, trocadas entre o Moro e procuradores da Lava Jato.

“São absurdas as ameaças contra o jornalista Glenn Greenwald [americano, fundador do The Intercept Brasil], seja por palavras do presidente da República ou por atos ilegais, a exemplo da portaria 666, do Ministério da Justiça”, diz o texto.

Na sexta (26), o ministro da Justiça publicou uma portaria que estabelece um rito sumário de deportação de estrangeiros considerados “perigosos” ou que tenham praticado ato “contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal”.

No sábado (27), o presidente Jair Bolsonaro disse em entrevista que Greenwald “talvez pegue uma cana aqui no Brasil”.

O manifesto também se diz solidário à ex-deputada Manuela D’Ávila, “que não praticou nenhum ato ilegal”.

Walter Delgatti Neto, suspeito de ter hackeado celulares de autoridades, disse à Polícia Federal que conseguiu o contato de Greenwald por intermédio de D’Ávila. Ela confirma.

A autoridades, Moro chegou a dizer que as mensagens apreendidas com os hackers detidos pela PF serão destruídas.

“Em qualquer outro país democrático do mundo isso [o afastamento de Moro do cargo] já teria ocorrido, pois está evidente que Moro não se comporta de acordo com a legalidade, insistindo em espantosos abusos de poder”, afirma o texto assinado por líderes da esquerda.

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