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Festival Internacional de Música de Campina Grande homenageia Jackson do Pandeiro

Da Redação. Publicado em 7 de julho de 2019 às 19:23.

Foto: Repórter Junino/ Array

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*Da Redação

Se Luiz Gonzaga foi coroado ‘rei do baião’, por marcar a sua época popularizando a música nordestina, Jackson do Pandeiro é, segundo Santanna O Cantador, ‘um herói de carne e osso’, que fez da diversidade um estilo único, “[…] Aí eu vou misturar, Miami com Copacabana, chiclete eu misturo com banana, e o meu samba vai ficar assim…”

Ele, que era cantor, compositor e ritmista com excelência, nesse centenário, muito merecidamente, está sendo homenageado por toda a Paraíba. Decretado o Ano Cultural Jackson do Pandeiro, campinenses e turistas podem ver imagens especiais no Parque do Povo, e espaço para homenagens na rota ‘Caminhos do Frio’ pelo Estado.

Agora, foi a vez do FIMus (Festival Internacional de Música de Campina Grande) prestar sua homenagem. O espaço escolhido para tal foi o Museu de Arte Popular da Paraíba – MAPP, também conhecido como ‘Museu dos Três Pandeiros’ (nada mais sugestivo para o Rei). O Museu no mês de junho, está com a exposição ‘Jackson é pop’, aberta ao público de forma gratuita.

O maestro Vladmir Silva, que é coordenador do festival, teve a ideia de homenagear Jackson de uma forma maior e diferenciada, através de um musical escrito e atuado por pessoas da região.

“A ideia nasceu a partir da necessidade de bolar um projeto para comemorar os dez anos do Festival Internacional de Música, e os cem anos de Jackson, então juntamos as coisas […] Pensamos em fazer um primeiro musical aqui em Campina Grande, e aí, falar sobre Jackson. Vimos em Astier um grande potencial […] Dada a sugestão de ser um musical todo escrito em cordel”, explicou Vladmir.

Foto: Repórter Junino/ Array

Foto: Repórter Junino/ Array

O lançamento do livro O marco do Rei do Ritmo: Um musical em cordel, de Astier Basílio, no MAPP, contou com um público seleto e atento, e com muitos momentos especiais, com música – por conta do ‘Quarteto Ypisilone’, que toca Jackson de uma forma muito peculiar e harmônica utilizando outros instrumentos, como violino, por exemplo, e tornando tudo mais especial, além de apresentar números a partir de partituras feitas exclusivamente sobre o Rei do Ritmo.

E foi nesse clima intimista e poético, que o livro foi lançado numa “convergência cósmica”, como disse Astier Basílio, visto que juntamente ao centenário de Jackson, viria a data do lançamento do livro, e também a comemoração do aniversário do autor.

Para Astier, que está temporariamente morando na Rússia onde cursa mestrado, e veio a Campina Grande no auge do mês junino, foi um momento (além de dar ao mundo o seu livro), de reencontrar a família, os amigos, e sentir um abraço da sua cultura – num movimento que só a arte cria. “Nunca tinha escrito nenhum musical, então havia um receio de que não fosse dar conta disso, mas transformei o receio em desafio.

A grande chave que usei para fazer tudo isso foi me basear no repertório da poética nordestina. De certa forma esse aspecto que nos deu muita propriedade para abordar a vida de Jackson facilitou porque as formas da poesia popular, os gêneros da cantoria, são algo que tenho muita convivência e muita familiaridade. Houve uma facilidade de associar a vida e obra de Jackson”, falou.

Após a literatura se transformasse em livro-cordel, seria apresentado o sonhado musical – pioneiro em produção na cidade, mas, infelizmente, o projeto não pode ser continuado no momento por questões contratuais. Jó Tibério, um dos atores que estava ensaiando desde Janeiro com o grupo, falou sobre a felicidade que sente fazendo parte desse momento:

Foto: Repórter Junino/ Array

Foto: Repórter Junino/ Array

“Um grande aprendizado poder fragmentar tudo que vivemos no período de ensaio do musical nessa leitura dramatizada, de grande responsabilidade e com uma satisfação imensa poder retribuir, de forma muito simples mas de coração, a esse grande autor que é o Astier Basílio e a toda a obra de Jackson do Pandeiro. A nossa região, a nossa cidade, ao nossos valores, e ao que nós acreditamos”, disse.

Enquanto o evento terminava com autógrafos e uma degustação bem tradicional, é notório que o lançamento do livro, assim como tantos outros movimentos culturais da cidade – no São João e fora dele – só apontam para a importância de fazer o que se é possível, e seguir nessa importante missão de divulgação da história do nosso povo nordestino.

“Simples como era Jackson, tudo muito simples como é o próprio Astier”, finalizou Vladmir Silva. Astier quando perguntado o que diria se tivesse que definir Jackson do Pandeiro em uma frase, e não em um livro, responde que “Jackson é a única representação da música brasileira que conseguiu ter excelência no samba, no frevo e no forró. A única. E ponto final”, e assim, seguem as homenagens a esse rei que o Nordeste coroou, e que imortalizou-se na memória do povo brasileiro.

Fonte: Repórter Junino –  Sarah Cristinne

Foto: Repórter Junino –  Array

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