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Economista faz análise do texto da reforma da Previdência

Da Redação. Publicado em 18 de julho de 2019 às 19:23.

Foto: Paraibaonline

Em entrevista na tarde desta quinta-feira, 18, o professor e economista, Arlindo Almeida, explicou as principais mudanças no novo texto da reforma da Previdência, aprovado recentemente pela câmara de deputados.

Segundo Arlindo, o texto apresentou melhorias em alguns aspectos se comparado com a proposta original.

– Podemos elencar algumas melhorias, como por exemplo, o que diz respeito ao trabalhador rural. O que acontece é que ao passo que introduziram esses benefícios que são extremamente justos, eles criaram também alguns problemas que têm que ser resolvidos futuramente – afirmou.

De acordo com o economista, ao analisar o aspecto macroeconômico da situação da reforma proposta pelo governo do atual presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PSL), percebe-se que a forma como ela está sendo posta. É notável também, como a reforma faz com que as corporações se desdobrem na tentativa de preservação de seus direitos, e dessa forma, será necessário em uma prazo de 10 anos, realizar um novo projeto, pois esse não resolverá todos os problemas.

– Além da necessidade de realizar nova reforma, por essa não ser capaz de sanar todos os problemas, ainda temos um segundo motivo: apesar de muito dizerem que a previdência não apresenta déficit, o rombo nas contas da previdência é muito grande. O que se gasta com educação, lazer e cultura é menor que o rombo da previdência, por exemplo – explicou.

Arlindo lembrou que a dívida do Brasil já passa de 80% do Produto Interno Bruto (PIB), o que, segundo ele, em um prazo de apenas cinco anos, caso alguma providencia eficaz não seja tomada, ela pode chegar a 100%. O economista reafirmou que o país precisa de uma reforma para corrigir desigualdades.

– Os que propunham vantagens para determinados segmentos, deviam reconhecer o Brasil como um dos países com maior desigualdade do mundo. A verdadeira reforma deveria atacar o topo da pirâmide econômica do país, e não a base – ponderou.

A segunda votação do texto da reforma da Previdência deve acontecer no segundo semestre deste ano, depois do recesso parlamentar.

*As informações foram veiculadas na rádio Campina FM.

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