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Cirurgiões reivindicam substituição de auditora para retomar atividades na FAP

Da Redação. Publicado em 6 de julho de 2019 às 11:44.

O diretor técnico da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP) Max Joffily, afirmou que a denúncia de que uma auditora da Secretaria de Saúde de Campina Grande teria fraudado os códigos de Autorizações de Internações Hospitalares (AIH) com o objetivo de reduzir os valores pagos por procedimentos médicos realizados no hospital foi oficiada no dia 19 de junho não apenas por três médicos, mas por todo o corpo clínico da FAP.

Ele destacou que atualmente existem de 13 a 15 cirurgiões oncológicos que prestam serviço ao hospital e paralisaram as atividades após a denúncia.

Segundo Max, uma audiência foi realizada na última quinta-feira (4) e a Secretaria de Saúde de Campina Grande se mostrou disposta a investigar o trabalho realizado pela auditora citada na denúncia e as demais contas dos últimos exercícios. Ele ainda disse que a secretária de Saúde Luzia Pinto assegurou que, se houve fraude, os valores faltantes serão ressarcidos aos cofres da FAP.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

Max afirmou que a denúncia foi encaminhada ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público Federal e ao Conselho Regional de Medicina para que a apuração da denúncia seja feita de forma efetiva.

– Alguns médicos se sentiram lesados. Além de tudo, se de fato for comprovada a alteração de códigos, que inclusive parece que o número foi bem superior a 122 AIHs, a FAP terá tido um prejuízo que ainda não temos como estimar. Os médicos se sentiram bastante lesados e alegam déficit financeiro enorme. Eles têm o direito deles de reivindicar, uma vez que se sentem lesados – disse.

Segundo Max, a intenção da FAP é retomar o quanto antes os atendimentos de cirurgias que foram suspensos e destacou que a intenção do hospital é que a situação seja esclarecida e que a justiça seja cumprida. Ele destacou que os médicos que realizaram a denúncia reivindicam a substituição da auditora implicada para então retomar as atividades no hospital.

– A bola está com a Secretaria Municipal de Saúde. A gente acha no mínimo razoável, quando a gente está enfrentando uma denúncia de irregularidade em algum âmbito público, a substituição da auditora por outro auditor, até para que o processo de sindicância corra com transparência. A solicitação dos médicos é a substituição da auditora implicada por outro auditor para, em caso afirmativo da substituição, prontamente essas atividades sejam retomadas – pontuou.

As informações foram concedidas em entrevista à Rádio Caturité FM.

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